As polêmicas são, hoje, uma necessidade.
A impiedade, rabugenta, bolchevista, lança por milhares os seus boletins, avulsos, infames, tanto pelo ódio e a calúnia, como pela má fé e a ignorância.
Nada é respeitado: Deus, a Igreja, os padres, a moral, a sociedade, a família, tudo é vilipendiado e blasfemado pelo sofisma grosseiro sectários anti-cristãos.
A Igreja de Deus vivo, coluna e firmamento da verdade, no dizer do Apóstolo (1 Tm 3, 15), pelos lábios de seus ministros, que são os depositários da verdade (Ml 2, 7), levanta a voz para repelir o erro e a impiedade e fazer resplandecer a verdade deturpada, pela refutação aos contraditores (Tt 1, 9).
É a fonte das polêmicas religiosas.
É a defensiva das verdades divinas e é também a ofensiva contra os erros do sectarismo. Tais polêmicas são uma necessidade para o pleno conhecimento das verdades religiosas.
É do choque que surge a luz!
É sob os ataques do erro que a verdade se levanta mais resplandecente e mais bela. Os inimigos da Igreja tornam-se deste modo os seus panegiristas involuntários.
Nas polêmicas que se seguem, as quais são geralmente, respostas às consultas ou refutação artigos de ataque, ou de boletins, tenho procurado ser claro, ao alcance de todos, penetrando no âmago das questões mal interpretadas, e considerando o assunto sob as diversas faces, para não deixar subsistir nenhuma sombra, nenhuma dúvida. Cada capitulo é um estudo sucinto mas completo do assunto explicado.
Tenha o leitor a paciência de ler estas polêmicas, e tenho a certeza que deixarão em seu espírito idéias claras, fundadas, sobre os casos estudados, e em seu coração amor à verdade exposta.
São ainda respostas irrefutáveis, dirigindo-se entretanto, a uma classe mais científica de leitores, mais afeitos às questões psicológicas ou doutrinais do que os volumes precedentes de refutações aos erros protestantes e espíritas. Fazer conhecer a única Verdade... refutar os diversos erros que deturpam a verdade, e deste modo levar as almas a Deus, pelo ensino infalível da Igreja: tal é o único fim do autor.
P. Júlio Maria de Lombaerde
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