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		<title>Blog Santo Tomás</title>
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		<description>Em defesa da Fé católica!</description>
		<language>pt</language>
		<managingEditor>marcel@santotomas.com.br</managingEditor>
                <copyright>Copyright 2010</copyright>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 04:55:08 -0200</pubDate>
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		<item>
			<title>Nova edição das Edições Santo Tomás</title>
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                        <description><![CDATA[ <p>
Caros amigos. Informo que estou preparando a edi&ccedil;&atilde;o de uma biografia de Gabriel Garcia Moreno, her&oacute;ico presidente cat&oacute;lico do Equador. Aproveito o espa&ccedil;o para pedir ajuda a quem a possa dar. Caso algu&eacute;m conhe&ccedil;a alguma obra, em portugu&ecirc;s, antiga o suficiente para ter os direitos autorais expirados, fa&ccedil;a-me a gentileza de informar. Dede j&aacute; agrade&ccedil;o.
</p>
<p>
Se o bom Deus nos permitir, estaremos reeditando aos poucos as obras j&aacute; esgotas de nossa pequena editora e teremos lan&ccedil;amentos, em breve.
</p>
<p>
<strong>Em tempo</strong>: Na pr&oacute;xima semana teremos em estoque novamente, na Loja Virtual, o Catecismo de S&atilde;o Pio X, em novo formato, uma coedi&ccedil;&atilde;o com a Editora Perman&ecirc;ncia.</p> ]]></description>
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			<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 04:55:00 -0200</pubDate>
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			<title>Cursos na Associação Cultural Santo tomás</title>
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                        <description><![CDATA[ <p>
Estamos iniciando uma s&eacute;rie de cursos pelo portal da <strong>Associa&ccedil;&atilde;o Cultural Santo Tom&aacute;s</strong>.
</p>
<p>
O primeiro deles j&aacute; est&aacute; dispon&iacute;vel para inscri&ccedil;&atilde;o. Trata-se de um curso <em>on-line</em> de Hist&oacute;ria da Filosofia: DO IMPULSO GREGO AO ABISMO MODERNO.<br />
O curso durar&aacute; 4 anos e ser&aacute; ministrado pelo Prof. Carlos Nougu&eacute;. Mais informa&ccedil;&otilde;es em:
</p>
<p>
<a rel="external" href="http://www.santotomas.com.br/cursos">http://www.santotomas.com.br/cursos</a></p> ]]></description>
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			<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 02:23:00 -0200</pubDate>
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		<item>
			<title>Problemas com os comentários do blog</title>
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                        <description><![CDATA[ Caros, desde que mudamos de servidor, estamos enfrentando alguns problemas t&eacute;cnicos em todo o portal santotomas. Com rela&ccedil;&atilde;o a este <em>blog</em>, os coment&aacute;rios n&atilde;o aparecem mais. Esperamos conseguir dirimir esse problema o quanto antes. Agradecemos a paci&ecirc;ncia de todos. ]]></description>
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			<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 02:19:00 -0200</pubDate>
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		<item>
			<title>O que pensar do NOVO CATECISMO da Igreja Católica (1992)?</title>
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                        <description><![CDATA[ <p><b>O que pensar do NOVO CATECISMO da Igreja Católica (1992)?</b></p>

<p><img src="http://www.santotomas.com.br/blog/images/catecismo_novo.jpg" style="float:left;margin-right:10px;margin-bottom:5px;border:0px solid" title="Catecismo de 1992" alt="Catecismo de 1992" class="pivot-image" />Esta questão ilustra as diferenças fundamentais entre a posição dos católicos tradicionalistas e os “pseudo-tradicionalistas” e conservadores conciliares. Estes últimos costumam defender freqüentemente a Missa Tradicional e o “novo” catecismo, mas nunca atacando o <i>Novus Ordo Missae </i>ou o Vaticano II. A Fraternidade São Pio X ao mesmo tempo em que defende os catecismos tradicionais e a Missa Tradicional, também ataca o <i>Novus Ordo Missae</i>, Vaticano II e o “novo” catecismo, todos eles nocivos a Fé Católica imutável.</p>
<p>"Conservadores" defendem o <i>Catecismo da Igreja Católica</i> ao mesmo tempo que reafirmam ensinamentos silenciados ou condenados justamente pelos catecismos modernistas; a Fraternidade São Pio X entretanto rejeita isso porque trata-se de uma tentativa de formalizar e propagar os ensinos do Vaticano II. Veja o que diz o Papa João Paulo II: </p>
<p><i>O Catecismo foi também indispensável</i> (<i>i.e.</i>, assim como o <i>Código de Direito Canônico de 1983</i>)<i>, para que toda a riqueza do ensinamento da Igreja posterior ao Segundo Concílio Vaticano pudesse ser preservada numa nova síntese e dar-nos uma nova direção</i> (Papa João Paulo II, <i>Cruzando o Limiar da Esperança</i>, Londres, Jonathen Cape, 1994, p. 164).</p>
<p>É interessante considerar que encontram-se neste catecismo 806 citações do Vaticano II, um número que&nbsp;chega a uma média de uma citação a cada três parágrafos e meio dos 2.865 parágrafos no <e>Catecismo</em>.</p>
<p>Em particular, as novidades do Vaticano II aparecem nos parágrafos seguintes:</p>
<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; uma ênfase na dignidade do homem (§§225; 369; 1700; 1929...),</p>
<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; de tal forma que todos nós podemos ter esperança na salvação de todos os batizados (§§1682ss),</p>
<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; mesmo não-católicos (§818), </p>
<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ou aqueles que cometeram suicídio (§2283),</p>
<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; e de todos os não batizados, mesmo, inclusive os adultos (§847),</p>
<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ou crianças (§1261);</p>
<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; que é a base de todos os direitos (§§1738; 1930; 1935) inclusive desta liberdade religiosa (§§2106ss),</p>
<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; e o motivo de toda moralidade (§1706; 1881; 2354; 2402; 2407, etc.),</p>
<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; um compromisso com o ecumenismo (§820f; 1399; 1401) porque todas as religiões são instrumentos de salvação (§§819; 838-843; 2104),</p>
<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; colegialidade (§§879-885),</p>
<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; exagerada ênfase no sacerdócio dos fiéis (§§873; 1547; 1140ss, etc.).</p>
<p>Agora, da mesma forma daquele que nega um artigo de fé perde a Fé, como um professor que erra em um ponto isolado prova que ele mesmo é falível, e, faz de tudo o que ensina questionável.</p>
<p>Da mesma forma que o Concílio Vaticano II não tem autoridade para ser citado nem mesmo onde propõe o ensinamento católico (não o faz de maneira infalível e clara), então este <i>Catecismo</i> não é uma autoridade no ensinamento da Igreja devido aos desvios modernistas que nele abundam.</p>
<p>Todos que defendem este <i>Catecismo</i> apóiam as inovações do Vaticano II. Todos que pretendem preservar sua Fé, devem abster-se de sua leitura.</p> ]]></description>
			<guid isPermaLink="false">28@http://santotomas.com.br/blog/pivot/</guid>
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			<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 01:47:00 -0200</pubDate>
		</item>
		
		
		
		<item>
			<title>Prelados falam sobre o &quot;cisma&quot;</title>
			<link>http://www.santotomas.com.br/blog/pivot/entry.php?id=27</link>
			<comments>http://www.santotomas.com.br/blog/pivot/entry.php?id=27#comm</comments>
                        <description><![CDATA[ Em meio a enxorrada de opiniões desencontradas, desordenadas, desarrazoadas... sobre a Fraternidade São Pio X, vale lembrar alguns prelados e suas posições com relação ao "cisma" da FSSPX.<br />
<br />
<b>Cardeal Castillo Lara</b>, Presidente da Pontifícia Comissão para a Interpretação Autêntica do Direito Canônico: <i>"O ato de consagrar um bispo (sem a autorização do Papa) não é em si um ato cismático"</i> (<i>La Reppublica</i>, 7-Oct.-1988)<br />
<br />
<b>Conde Neri Capponi</b>, Doutor e Professor de Direito Canônico da Universidade de Florência, explica que o simples feito de consagrar um bispo sem mandato pontifício não constitui em si um ato cismático: <i>"É necessário que se faça outra coisa; por exemplo, se ele criasse sua própria hierarquia, isto sim seria um ato cismático. O feito é que Dom Lefebvre se contentou com dizer: «eu consagro estes bispos para que a Fraternidade Sacerdotal que fundei continue. Eles não tomarão o lugar dos outros bispos. Não quero fazer uma Igreja paralela». Este ato, então, não há sido em si cismático". </i>(The Latin Mass, maio–junho de 1993).<br />
<br />
<b>Cardeal Alfonso Stickler</b>, salesiano, então Prefeito dos Arquivos do Vaticano e da Biblioteca Vaticana, perito em quatro comissões do Vaticano II. Disse: <i>"O Papa João Paulo II, em 1986, formulou duas perguntas a uma comissão de nove Cardeais: 1ª.) «A celebração solene da Missa tridentina foi proibida legalmente pelo Papa Paulo VI ou por qualquer outra autoridade competente?». A resposta dada por oito destes cardeais em 1986 foi que não, a Missa de São Pio V jamais foi supressa. Posso afirmá-lo: eu era um destes cardeais. Um somente foi de parecer contrário. Todos os outros estavam a favor de uma livre permissão: que cada qual possa escolher a antiga Missa. Houve uma outra pergunta muito interessante: Será que um bispo pode impedir qualquer sacerdote que seja, desde que em situação regular, de recomeçar a celebrar a Missa tridentina? Os nove cardeais responderam unanimemente que um bispo não podia impedir um sacerdote católico de celebrar a Missa Tridentina. Nós não temos uma proibição oficial e eu penso que o Papa jamais pronunciaria uma proibição oficial."</i> (The Latin Mass, 5 de maio de 1995).<br />
 <br />
<b>Professor Geringer</b>, Licenciado em Direito Canônico pela Universidade de Munique, afirma: <i>"Dom Lefebvre não criou em absoluto um cisma com as consagrações episcopais".</i><br />
 <br />
<b>Cardeal Edward Cassidy</b>, Presidente do Conselho Pontificio para a Unidade dos Cristãos, ante uma pergunta sobre o status da Fraternidade São Pio X escreveu, em 3 de maio de 1994, a seguinte resposta: <i>"Para responder a sua pergunta (25 de março de 1994) quisera antes de tudo assinalar que o Diretório sobre Ecumenismo não concerne a Fraternidade São Pio X. A situação dos membros desta Fraternidade é um assunto interno da Igreja Católica. A Fraternidade não é outra igreja ou comunidade eclesial, no sentido utilizado pelo Diretório. Com efeito, a Missa e os Sacramentos administrados pelos sacerdotes da Fraternidade são válidos. Seus bispos estão ilicitamente, mas validamente consagrados...".</i><br />
 <br />
Então <b>Cardeal Joseph Ratzinger</b>, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, no ano de 1993, ante a tentativa de Dom Ferrario de excomungar em 1991 a alguns fiéis por terem seguido a Fraternidade no Hawaí e terem assistido às suas missas, declarou: <i>"Após examinar o caso sobre a base das leis da Igreja, não aparece que os feitos aos quais se faz alusão no decreto antes citado sejam atos formalmente cismáticos no sentido estrito do termo, porque estes não constituem o delito de cisma; e por isso, esta Congregação julga que o Decreto de 1° de maio de 1991 carece de fundamento e, em conseqüência, de validez".</i> (Nunciatura Apostólica, Washington DC).<br />
 <br />
<b>Padre Gerald Murray</b>, da Arquidiocese de Nova York, em junho de 1995 obteve sua Licenciatura em Direito Canônico na Universidade Gregoriana de Roma com uma tese intitulada "O estatuto canônico dos leigos que seguiram ao falecido Arcebispo Marcel Lefebvre e a Fraternidade São Pío X: estão excomungados porque são cismáticos?". Em uma entrevista declarou:<i> "Obtive a Licenciatura em Direito Canônico e elegi como tema de minha tese doutoral a excomunhão de Dom Lefebvre... Por tanto, que eu saiba, eles não estão excomungados porque sejam cismáticos, porque o Vaticano nunca disse que estiveram... Cheguei a conclusão de que, canonicamente falando, ele (Dom Lefebvre) não é culpável de nenhum ato cismático que recaia sobre o Direito Canônico; ele é culpável de um ato de desobediência ao Papa, mas o realizou de maneira tal que se pode beneficiar com uma cláusula da lei, que lhe permite não estar automaticamente excomungado (latæ sententiæ) por este ato"... "No caso dos sacerdotes e os fiéis da Fraternidade São Pio X, o Vaticano não disse jamais que eles se tenham tornado cismáticos"... "Por tanto, que eu saiba, a Santa Sé não declarou nunca que o simples ato de assistir a uma Missa rezada por um sacerdote da Fraternidade São Pio X constitua um ato cismático... Suponhamos que você sabe que o sacerdote de sua paróquia ensina coisas contrárias a lei moral ou a doutrina católica. Suponhamos que você sabe que nega o inferno ou pensa que os divorciados voltados a “casar” podem receber a Comunhão, pode então você ir a uma capela da Fraternidade São Pio X para receber uma boa doutrina? Isto me parece melhor que escutar sermões francamente heréticos".</i> (The Latin Mass, 1995). ]]></description>
			<guid isPermaLink="false">27@http://santotomas.com.br/blog/pivot/</guid>
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			<pubDate>Sat, 07 Feb 2009 03:49:00 -0200</pubDate>
		</item>
		
		
		
		<item>
			<title>Um santo doutor</title>
			<link>http://www.santotomas.com.br/blog/pivot/entry.php?id=26</link>
			<comments>http://www.santotomas.com.br/blog/pivot/entry.php?id=26#comm</comments>
                        <description><![CDATA[ “Non minus inter sanctos doctissimus quam inter doctos sanctisimus” [O mais santo dos homens cultos e o mais culto dos homens santos] (Cardeal Johannes Bessarion [1403–1472]).<br />
<br />
Deixemos um pouco de lado os infames protestantes. Depois de tantos fatos, continuar nesse caminho é já “chutar cachorro morto”.<br />
Voltemo-nos agora àquilo que de fato nos prende em dever a este <i>blog</i>, qual seja discorrer sobre a doutrina do Aquinate.<br />
O que importa sobretudo é que os leitores aprendam como não se pode subir às alturas senão com a ajuda de duas asas: a piedade e a ciência.<br />
Quando dizemos que Santo Tomás foi o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios, entendemos afirmar que nele doutrina e santidade se igualavam e foram ambas sumas; assim pôde subir a uma culminância que outros nem sequer lograram tocar.<br />
Feliz de quem souber segui-lo por esse caminho, pondo, a exemplo dele, como fundamento da vida, a humildade que nos faz grandes, e a pureza do coração, à qual é concedida a visão de Deus.<br />
A crise do mundo moderno – e entenda-se aí toda espécie de crise, da Fé aos costumes – parece tornar-nos ainda um tanto mais cegos. Explico-me: Como a empulhação, a ignorância, a maldade mesmo imperam tão ostensivamente no orbe católico, todos nós que nos sentimos católicos, que nos sentimos soldados da Igreja desfigurada de Nosso Senhor, temos a forte tentação de nos crermos numa altura que não corresponde à realidade. Assim acontece cada vez mais frequentemente com muitos ditos tomistas modernos. Considerando-se baluartes da Filosofia e Teologia católicas, sectarizam e apoderam-se de um Santo Tomás irreal, "pau pra toda obra".<br />
Como diziam meus professores de Filosofia: “o bom é inimigo do melhor”. Como discorria no início, sem a asa da piedade, da contrição, do aniquilamento do eu, da mortificação... nossa ciência é vã e nossas palavras não são mais do que repetição estéril. Repetição de algo bom, certamente, mas repetição, sem vida, sem correspondência com o agir da alma em fim de nossa salvação.<br />
A pretensão de ser tomista exige de nós não descurar da figura do santo, do frade humilíssimo, do ingênuo “boi mudo”. Não disporemos de verdadeira ciência sem suplicar antes a graça, sem nos colocarmos diante dela como o menor dentre os homens. Quando pensamos que o Doutor Angélico, ao fim da vida, depois de um êxtase durante a oração disse que lhe foi revelado que o que escreveu não passava de palha, é para nos envergonharmos, nos rebaixarmos mesmo, nos colocarmos em nosso devido lugar. Diante da pergunta de uma sobrinha se não precisava de alguma coisa, Santo Tomás lhe respondeu: Não me falta nada; e daqui a pouco terei tudo.<br />
Tenhamo-nos, meus irmãos, esse mesmo sentimento se pretendemos subir às alturas de tão nobre ciência. Rogai por nós, Santo Tomás, para que não nos desviemos nunca do mesmo fim que em vida tanto perseguistes. <i>Oremus invicem</i>. ]]></description>
			<guid isPermaLink="false">26@http://santotomas.com.br/blog/pivot/</guid>
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			<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 01:29:00 -0200</pubDate>
		</item>
		
		
		
		<item>
			<title>O feminismo de Lutero</title>
			<link>http://www.santotomas.com.br/blog/pivot/entry.php?id=25</link>
			<comments>http://www.santotomas.com.br/blog/pivot/entry.php?id=25#comm</comments>
                        <description><![CDATA[ Eis aqui a lei de Lutero: Todo o homem deve ter a sua mulher e toda mulher deve ter o seu marido. (Weimar. Vol. 20 pág. 276).<br />
Ele admite umas exceções, mas estas são feitas por Deus, e são <i>admiráveis</i>, e ninguém pode pretender a um tal milagre.<br />
Quereis agora saber como Lutero, o reformador enviado por Deus no conceito protestante, considera a mulher? Lede o seguinte tópico de uma das suas cartas: “O corpo das mulheres não é forte, e a sua alma é ainda mais fraca, no sentido comum.<br />
Assim é um assunto sem importância que o Senhor coloque uma selvagem ou civilizada ao nosso lado. A mulher é meio criança. Aquele que toma uma mulher deveria considerar-se como o guarda de uma criança... ela é semelhante a um animal caprichoso (ein tolles tier). Reconhecei a sua fraqueza. Se nem sempre passeia por caminhos direitos, guiai a sua fraqueza. Uma mulher permanece eternamente mulher”. (Weimar - Vol. XV. p. 420).<br />
Eis uma pequena amostra de suas idéias neste assunto.<br />
Muitas outras passagens há em seus escritos, porém vergonhosas demais, para serem citadas em público.<br />
É conhecida a licença dada por Lutero ao Landgrave de Hesse, para ter duas mulheres ao mesmo tempo.<br />
O reformador dá-lhe a licença pedida, exigindo segredo, porque, diz ele, a seita protestante é pobre e miserável, e precisa de justos legisladores. (De Wette vol. V - pág. 237).<br />
O direito de possuir muitas mulheres era abertamente pregado por Lutero: “Não é proibido ter o homem mais de uma mulher. Hoje eu não poderia proibir isto”. (Erlangen vol. 33 -- pág. 324).<br />
“Confesso, diz ele ainda, que se um homem deseja casar com muitas mulheres, eu não posso proibir isto, pois não é oposto à S. Escritura”. (Ego sane fateor, me non posse prohibere si quis plures uxores velit ducere, nec repugnat sacris litteris. - (De Wette vol. II p. 459).<br />
Com tais princípios a porta da poligamia estava escancarada, e cada qual, transpondo-a, podia trilhar o caminho da animalidade.<br />
O Landgrave de Hesse o compreendeu muito bem e melhor ainda o aplicou: “Se é justo em consciência perante Deus, disse ele, que me importa o mundo amaldiçoado?”<br />
O adultério, com o consentimento do marido, é também expressamente sancionado pelo reformador, quando do casamento não resultar família.<br />
A criança, assim gerada, diz ele, deve atribuir-se ao marido legal”. (Weimar vol. 11. p. 558).<br />
O conservar uma amásia também é fortemente recomendado àqueles que por votos se devem conformar com a lei do celibato.<br />
O moralista da lama escreve sobre os transgressores das leis matrimoniais: “Deixemos que casem secretamente com a sua cozinheira”. (Lanterbach: Tagebuch, p. 198).<br />
Aos membros da Ordem Teutônica (cavaleiros seculares) a quem era imposto o celibato pela lei da cavalaria daquele tempo, e que pensavam pedir dispensa desta ao Concílio (o que lhes era permitido, pois eram seculares), ele escreveu assim: “Eu preferia confiar na graça de Deus com relação àquele que tem duas ou três concubinas a confiar em quem possui uma esposa legal com o consentimento do Concílio". (Weimar• vol. XII p. 237).<br />
Quando ao que o apóstata diz da esposa que recusa sua obrigação é vergonhoso citar as palavras do infame moralista, que escreve: “Se a mulher não quiser, deixemos vir a criada. O marido tem somente que deixar ir Vasti e tomar uma Ester, como o rei Assuero”. (Ibid. Vol. X. p. 290). “E se a esposa reclamar, o marido deve responder à admoestação: Vá para o diabo”. (Ibid. vol. III. p. 222).<br />
Passagens tais são abundantes nos escritos do reformador.<br />
Apesar de bastante remelentas, convinha citar estas para mostrar a verdadeira fisionomia do libertino Lutero, o homem que os protestantes dizem divinamente apontado por Deus para a missão de reformar a Igreja Católica.<br />
Às vezes, de acordo com tais necessidades, Lutero tem passagens diametralmente opostas a estas aqui mencionadas; é o resto da sua herança católica. O que está aqui expresso é dele e só dele: é a sua doutrina reformada - é o seu evangelho.<br />
Poderá uma senhora protestante simpatizar com este seu fundador e modelo que trata tão mal e desrespeita de modo tão claro a fama e o pudor da mulher?...<br />
É simplesmente infamante e horrendo, baixo e vil o conceito de Lutero sobre as mulheres que garante serem vidas impuras e pecaminosas (Erlangen vol. 11, pág. 66).<br />
Pobres protestantes, é para cobrirdes o rosto de pejo, diante de um tal pai...<br />
Suponho que não sois bons protestantes, porquanto, se o fosseis, seguiríeis o exemplo de vosso pai... e não acredito que o façais.<br />
Prefiro supor-vos maus protestantes, para vos poder considerar bons cristãos... homens de fé e pessoas de moral.<br />
<br />
É tempo de cessarmos a exposição de uma cena tão triste, mais parecida com um quadro de romance imaginário, que com um episódio da vida real.<br />
Tudo o que os adeptos do “pai” do protestantismo escreveram sobre os predicados morais do “grande homem” não passa de invencionice. Elemento mais perdido e baixo impossível aparecer. A pequena amostra acima é suficiente para demonstrá-lo. E note-se bem nada ter sido aqui inventado, mas basear-se tudo nos escritos do próprio reformador e de seus contemporâneos que, de certo, não aumentaram, mas restringiram o mais possível o lado vergonhoso dos fatos. Seria este crapuloso homem aquele que Deus destinara para reformador da Igreja Católica?<br />
O verdadeiro retrato de Lutero, o único que a posteridade pôde admitir, é o que a nós foi transmitido pela história real e genuína dos fatos.<br />
À vista de tais delitos e baixezas, bem podemos repetir a palavra do divino Mestre: <i>Ex fructibus eorum cognoscetis illos</i>: Pelos seus frutos os conhecereis.<br />
Vimos de perto os frutos da reforma: são tristíssimos, mas são dignos rebentos da árvore que Lutero plantou, com sua triste rebelião e o exemplo de sua mais deplorável vida. ]]></description>
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			<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 05:05:00 -0200</pubDate>
		</item>
		
		
		
		<item>
			<title>De volta a vida...</title>
			<link>http://www.santotomas.com.br/blog/pivot/entry.php?id=24</link>
			<comments>http://www.santotomas.com.br/blog/pivot/entry.php?id=24#comm</comments>
                        <description><![CDATA[ <p>Voltamos hoje a publicação de nosso modesto blog, antes chamado <strong>AD HOMINES</strong>, agora <strong>Blog Santo Tomás</strong>.</p>
<p>Não retirei os antigos comentários, com todas as ofensas e baboseiras de protestantes, iletrados <em>et caverna</em>... e não o fiz para que ficasse&nbsp;patente a ignorância e maledicência gratuita dos inimigos da cruz de Nosso Senhor, de sua amada Igreja e, por que não dizer, da boa fé.</p>
<p>Espero contar ainda com a visita dos amigos e até dos inimigos, caso queiram refutar-me com educação e com argumentos. De minha parte, farei todo o possível para não deixar&nbsp;ninguém sem resposta. Críticas e sugestões serão sempre bem-vindas.</p>
<p>A intenção (espero que se faça prática) é a de manter sempre atualizado este blog e o portal da <strong>Associação Cultural Santo Tomás</strong> (este ainda deve demorar um pouco mais). Inclusive com a apresentação de vídeos e entrevistas com alguns personagens da intelectualidade católica brasileira, leigos, padres e bispos.</p>
<p>A todos peço apoio e orações para levarmos sempre mais as riquezas da filosofia e teologia de Santo Tomás de Aquino, a espiritualidade e doutrina da Santa Madre Igreja e sempre, a verdade. <em>Oremus invicem</em>.</p> ]]></description>
			<guid isPermaLink="false">24@http://santotomas.com.br/blog/pivot/</guid>
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			<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 02:37:00 -0200</pubDate>
		</item>
		
		
		
		<item>
			<title>Raptores e raptadas</title>
			<link>http://www.santotomas.com.br/blog/pivot/entry.php?id=23</link>
			<comments>http://www.santotomas.com.br/blog/pivot/entry.php?id=23#comm</comments>
                        <description><![CDATA[ <p>As idéias do "reformador" sobre o matrimônio nos revelam a podridão moral dele e da sociedade de então em plena decadência e sem freio moral.</p>
<p>Numa atividade furibunda, febril, parecendo ex&shy;citada pelo próprio demônio, Lutero multiplica pasquins dirigidos a todos, seculares e religiosos, homens e mulheres sem exceção. Leram-nos uns por curiosidade, atraídos pelo tom inflamado do estilo e, outros, por perversidade, a fim de com os maus levar avante a infernal Reforma.</p>
<p>Até mesmo nos conventos as doutrinas perversas penetraram.</p>
<p>Lutero considerava a castidade como um milagre, conforme escreveu ao prior de Lichtemberg: <e>“Os votos religiosos, escreve ele, são nulos, pois exigem o impossível. A castidade não está em nosso poder, como não está a faculdade de fazer milagres. O homem não pode vencer a inclinação natural ao casamento. Quem quiser ficar solteiro deve depor o título de homem e provar que é um anjo ou um espírito, pois Deus não concede isto a um homem”.</em></p>
<p>O pobre prior, que por fraqueza sentia imenso desejo de depor o jugo divino, seguiu o conselho de Lutero e afinal se casou.</p>
<p>Tais doutrinas atraíram certas monjas ou falsas freiras, que haviam abraçado a vida claustral, sem vocação, por interesse ou por desgosto do mundo, achando elas na doutrina do falso frade um meio de se libertarem de um fardo que não podiam suportar, pois haviam abraçado a vida claustral sem vocação, por interesse ou por desgosto.</p>
<p>Havia em Nimbschen, perto de Grimnia, um convento de Cistercienses, onde imprudentemente as superioras haviam admitido moças mundanas, que ali procuravam antes salientar-se do que santificar-se.</p>
<p>Umas dentre elas entraram em entendimento com Lutero, que as aconselhou a deixarem o convento e a se reunirem perto dele afim de se casarem.</p>
<p>O reformador organizou um rapto, que confiou a seu amigo Leonardo Koppe mestre na arte.</p>
<p>Na quarta-feira Santa de 1523, com 16 companheiros, já invadira ele o convento dos “Franciscanos de Torgan”, lançando por cima do muro os religiosos que se haviam oposto e arrancando portas e janelas, porque os Franciscanos não aceitaram a reforma, nem a liberdade proposta.</p>
<p>Koppe, sob as ordens de Lutero, preparou para as monjas de Nimbschen uma fuga dramática.</p>
<p>No Sábado de Aleluia entrou no convento com um carro coberto, cheio de mercadorias, para a provisão das religiosas.</p>
<p>As monjas rebeldes ficaram de sobreaviso e tomaram as suas providências.</p>
<p>Enquanto descarregavam a carga, 12 monjas sorrateiramente ocuparam o caminhão vago, sem que o resto da comunidade desse pela evasão das luteranizadas, que seguiram para Wittemberg, onde foram acolhidas por várias famílias protestantes.</p>
<p>Lutero intitulou Koppe de <e>“Bem-aventurado ladrão”</em> e o comparou ao Cristo que também, tal um vencedor sublime, havia arrancado o seu reino das garras do príncipe do mundo. O pastor Amsdorf ofereceu logo uma das fugitivas em casamento ao vigário apóstata, dizendo como se se tratasse de coisa qualquer: “se quiseres uma mais nova, podes escolher entre as mais belas.” (Kolde Analecta Lutherana, p. 413).</p>
<p>O que nos dizem os contemporâneos sobre a moralidade destas infelizes egressas às quais se havia pregado a inutilidade das boas obras e a irresistibilidade da concupiscência, é realmente doloroso e humilhante. (Leonel Franca: Lutero e o sr. Fr. Hansen).</p>
<p>Melanchton, referindo-se às relações de Lutero com estas infelizes decaídas, deplorava a sua influência amolecedora, por si capaz de baquear os caracteres de mais rija têmpera.</p>
<p>Outro luterano, Eoban Esse, afirmava em 1523 que tais apóstatas não se deixavam vencer, em lascívia, por nenhuma cortesã. (Nulla phyllis nonnis est nostri mam&shy;mosior - Epist. fam. Morpugi p. 87).</p>
<p>Entre as egressas, saídas do convento por influência de Lutero, se achava Catarina de Bora.</p>
<p><e>“Sem ser uma beldade,</em> diz Grisar, <e>Catarina ambicionava esposar Lutero ou Amsdorf</em>”. Para ilaquear o seu preferido, multiplicou as armadilhas da astúcia feminina.</p>
<p>Pelas referências contemporâneas, os precedentes de Catarina não recomendavam muito sua moralidade.</p>
<p>A 10<b> </b>de Agosto de 1528, Joaquim de Heyden escrevia à própria Catarina, recriminando-lhe o haver entrado em Wittemberg, como uma bailarina, e de aí ter vivido com Lutero, antes do casamento, como uma miserável decaída. (Enders Vol. VI p. 331).</p>
<p>Em 1523 já estivera em relações amorosas com Jerônimo Baumgastner, que mais tarde (1529) se casou com outra.</p>
<p>No mesmo ano (1523) Cristiano, rei da Dinamar&shy;ca, desterrado, passou em Wittemberg e ai conheceu Catarina, que deste encontro conservou como lembrança significativa o presente de um anel. (Koestlin: Luther I. p. 728).</p>
<p>Eis os predicados de tal “nobre senhora, digna de todo respeito, pelos seus dotes de espírito e de coração”, tal como os protestantes o pretendem.</p>
<p>Vê-se logo, pelos fatos, que Catarina era uma criatura viciada, namoradeira, à cata de casamento, pouco diferindo de uma mulher perdida.</p>
<p>E<b> </b>Lutero se deixou “fisgar” por ela. É a palavra de Melanchton.</p>
<p>Qual teria sido a vida e quais as relações de Lutero e de Catarina, antes do casamento?</p>
<p>Pelo que vimos atrás descrito sobre a sua vida e os excessos praticados em Wittemberg, é difícil conjecturá-lo, se bem que a história não o relate, pois são coisas que não se descrevem e que o pouco de vergonha nele ainda existente o impedia divulgar.</p>
<p>Escrevendo a Ruhel, conselheiro de Mansfeld, o reformador disse: Se puder, a despeito do demônio, ainda hei de casar com Catarina. (De Wette II. p. 655).</p>
<p>Todas as suas liberdades com ela transpareciam em público e davam pasto às murmurações e comentários desfavoráveis. O apóstata resolveu por termo a todos os boatos, pela realidade do fato.</p>
<p>No sermão sobre o matrimônio Lutero havia dito: <i>Do mesmo modo que não está em meu poder deixar de ser homem, </i><i>assim também não posso viver sem mulher, e isto me é mais preciso que o comer e beber.</i></p>
<p>Considerando uma necessidade, o reformador quis satisfazê-la, e decidiu tomar por companheira a “sua” Catarina, a ex-monja Cisterciense.</p> ]]></description>
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			<pubDate>Thu, 05 May 2005 20:52:00 -0200</pubDate>
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			<title>A Verdade sobre Lutero - 1. Castidade e casamento</title>
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                        <description><![CDATA[ &nbsp;&nbsp; Lembremos-nos do que Lutero era no interior, julgando-o,
pelas suas próprias palavras, crapuloso, entregue aos prazeres da mesa
e da voluptuosidade.<br  />&nbsp;&nbsp; Havia anos que o reformador, em
nome da liberdade evangélica, entrara no caminho da libertinagem,
abolindo os votos religiosos e convidando monges e monjas a abandonarem
os seus conventos, a renegarem os seus votos, especialmente o de
castidade, <em>palavra sem sentido e aspirações sem realidade</em> para o reformador.<br  />&nbsp;&nbsp;
Afinal começou a exaltar o matrimônio e a fazer acreditar que a Igreja
Católica considera como pecados mortais todas as palavras e ações das
pessoas casadas.<br  />&nbsp;&nbsp; Nenhum católico jamais acreditou nesta
absurda doutrina, pois em parte alguma a vida conjugal é considerada
tão altamente e tida como tão santa e sagrada, como na Igreja Católica.<br  />&nbsp;&nbsp;
Apreciando a castidade do estado virginal, como sendo mais excelente e
espiritualmente mais desejável do que a vida matrimonial, a Igreja não
rebaixa a esta última, mas apenas repete os ensinamentos positivos de
Jesus Cristo e de S. Paulo: <em>- Todo aquele que tiver deixado... mulher... por amor de meu nome, receberá o cêntuplo neste mundo e a vida eterna.</em> (Mat. XIX. 29).<br  /><em>&nbsp;&nbsp; Quem dá a sua filha em casamento faz bem; mas quem não a dá faz melhor.</em> (1 Cor. VII, 38).<br  />&nbsp;&nbsp; Vejamos aqui a tríplice mudança que Lutero introduziu no matrimônio. <em>Em primeiro lugar</em>, na Igreja o Matrimônio é um <em>Sacramento</em>.
Lutero tirou-lhe o seu caráter sacramental, secularizando-o
inteiramente... dando-lhe menos valor que ao contrato civil hodierno.<br  />&nbsp;&nbsp;
Para ele, casar é uma coisa externa, necessariamente, tanto quanto o
comer, o beber e o dormir. (Erlangen XVI. p. 519). Por isso, o
reformador tira esta bela conclusão: “Como eu posso comer, beber,
dormir, passear, cavalgar, negociar e tratar com um pagão, judeu, turco
e herético, assim também posso casar e permanecer como casado”.
(Erlangen p. 205).<br  />&nbsp;&nbsp; <em>Em segundo lugar</em>, Lutero, e
não a Igreja, é quem ensinou que o matrimônio era inevitavelmente
pecado. Eis a curiosa expressão dele: “A obrigação matrimonial nunca é
desempenhada sem pecado”. (Weimar vol. XX. 2 p. 304).<br  />&nbsp;&nbsp;
Este pecado, que ele atribui aos casados, é descrito por ele como “não
diferindo em nada, por sua natureza, do adultério e da fornicação”.
(Ibid. vol. VIII p. 304). Para completar o absurdo da sua doutrina, ele
acrescenta que o pecado necessariamente cometido pelos casados, nada
vale perante a misericórdia de Deus, “visto ser impossível evitá-lo,
embora sejamos obrigados a abster-nos dele”. (Ibid. p. 654).<br  />&nbsp;&nbsp; Parece a loquacidade de um bêbado, de um louco a falar sem lógica e sem saber o que diz.<br  />Imaginem: <em>um pecado - que não se pode evitar</em> - mas que é, entretanto, proibido!... Só mesmo Lutero para imaginar três contradições tão ridículas e vergonhosas.<br  /><em>&nbsp;&nbsp; Em terceiro lugar</em>,
Lutero considera o casamento como uma rigorosa obrigação, apoiando-se
erradamente sobre a bênção de Deus, no paraíso, que ele interpreta como
lei universal: <em>Crescei e multiplicai-nos</em>, palavras dirigidas, por certo, a homens e irracionais, mas não como uma <em>ordem</em> a todo indivíduo em particular e, sim à espécie humana que, pela fecundidade e expansão, devia propagar-se e encher a terra.<br  />&nbsp;&nbsp;
Deste modo, Lutero criou um novo mandamento, colocando-se em oposição
às palavras de N. Senhor e de S. Paulo já citados, que recomendam
altamente a virgindade, mas não impõem este estado como preceito.<br  />&nbsp;&nbsp;
Numa carta ao Arcebispo Alberto, em 2 de junho de 1525, ele explica
assim a sua lei, até então desconhecida: “É uma coisa terrível para um
homem achar-se sem mulher na hora da morte. Ele deve ter ao menos a
intenção e a resolução de se casar”.<br  />&nbsp;&nbsp; Que horror! Que há de fazer um moribundo? Só se casando na outra vida, apesar da palavra do mestre: <em>Na ressurreição, nem os homens terão mulheres, nem as mulheres terão maridos: mas serão como os anjos de Deus rio céu.</em> (Mat. XXII. 30).<br  />&nbsp;&nbsp;
Lutero continua: “Que resposta dará ele ao Altíssimo Deus, quando Este
perguntar: “Eu te fiz homem, não para estares só, mas teres mulher.
Onde está a tua mulher?”<br  />&nbsp;&nbsp; Eis Lutero reformando a S. Paulo, que disse: <em>É bom que o homem não tome mulher.</em> (Cor. VII. 1).<br  />Ele
continua descaradamente a expor suas opiniões casamenteiras,
infringindo todas as leis do pudor: “A palavra de Deus e a sua obra são
evidentes: a mulher deve ser usada para o matrimônio ou para a
luxúria”. (Erlangen. vol. 61, pág. 6). ]]></description>
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			<pubDate>Fri, 04 Mar 2005 21:15:00 -0200</pubDate>
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