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Palestra do Prof. Nougué em Campo Grande

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Caros, convido a todos para participarem de duas palestras do Prof. Carlos Nougué aqui em Campo Grande (MS), nos dias 25 e 26 de Agosto de 2010.

A primeira palestra versará sobre o Reinado Social de Cristo e a segunda sobre o Liberalismo.

Dom Tomás de Aquino, prior do Mosteiro da Santa Cruz, de Nova Friburgo – RJ, que celebrará Missas do dia 24 ao dia 29 de Agosto, nos prestigiará com sua presença.

Abaixo o cartaz: (clique em cima para ampliar)

Palestra do Prof. Carlos Nougué

Troca do anjo

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Tudo bem, sei que heresias e maluquices no meio protestante não são novidade para ninguém. Mas essa, para mim, bateu o recorde. Valha-nos Deus!

Assista a este vídeo antes de tomar a vacina contra a gripe H1N1

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Considero necessário encaminhar este alerta do Pe. Lodi sobre a vacina contra a gripe H1N1. Assista ao vídeo e tire suas próprias conclusões:

Ele apresenta, de maneira sóbria, os fatos relativos à vacina contra uma gripe que não tem nada de especial em relação às outras.
A suspeita de um genocídio em escala mundial é estarrecedora, mas não deve ser descartada “a priori”.
Os fatos convidam-nos a desconfiar dessa vacinação em massa e do conteúdo da vacina.
Entre eles:
1) A morte de três cobaias nos quais a vacina foi testada casualmente antes de ser distribuída ao público.
2) A constatação de que a vacina continha mistura de dois vírus, de modo a obter a máxima disseminação e a máxima letalidade. Essa mistura dificilmente poderia ter sido obtida por acaso.
3) A redefinição do conceito de pandemia pela OMS de modo a poder englobar também a gripe A
4) A excessiva propaganda em torno de uma gripe comum, como todas as outras.
5) A promulgação de uma lei nos Estados Unidos isentando os laboratórios de indenizar os cidadãos no caso de danos causados pela vacina.
6) A aplicação da vacina em duas doses, contrariando o uso da vacinação das demais gripes.

Parece-me prudente não vacinar-se. Em outras palavras, a vacina parece ser mais perigosa que a própria gripe.
Isso vale de modo especial para as mulheres grávidas.

* O vídeo pode ser visto em http://vimeo.com/7965935
** OS SINOS DOBRAN PELA GRIPE A
TERESA FORCADES, doutora em Saúde Pública, faz uma reflexão sobre a história da GRIPE A, dando informações científicas e enumerando as irregularidades envolvidas no assunto.
Explica as consequências da declaração de PANDEMIA e suas implicações políticas. Além disso, faz uma proposta para manter a calma, convocando-nos a ativar urgentemente os mecanismos legais e de participação cidadã relacionados ao tema.

Nova edição das Edições Santo Tomás

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Caros amigos. Informo que estou preparando a edição de uma biografia de Gabriel Garcia Moreno, heróico presidente católico do Equador. Aproveito o espaço para pedir ajuda a quem a possa dar. Caso alguém conheça alguma obra, em português, antiga o suficiente para ter os direitos autorais expirados, faça-me a gentileza de informar. Desde já agradeço.

Se o bom Deus nos permitir, estaremos reeditando aos poucos as obras já esgotas de nossa pequena editora e teremos lançamentos, em breve.

Em tempo: Na próxima semana teremos em estoque novamente, na Loja Virtual, o Catecismo de São Pio X, em novo formato, uma coedição com a Editora Permanência.

Prelados falam sobre o “cisma”

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Em meio a enxorrada de opiniões desencontradas, desordenadas, desarrazoadas… sobre a Fraternidade São Pio X, vale lembrar alguns prelados e suas posições com relação ao “cisma” da FSSPX.

Cardeal Castillo Lara, Presidente da Pontifícia Comissão para a Interpretação Autêntica do Direito Canônico: “O ato de consagrar um bispo (sem a autorização do Papa) não é em si um ato cismático” (La Reppublica, 7-Oct.-1988)

Conde Neri Capponi, Doutor e Professor de Direito Canônico da Universidade de Florência, explica que o simples feito de consagrar um bispo sem mandato pontifício não constitui em si um ato cismático: “É necessário que se faça outra coisa; por exemplo, se ele criasse sua própria hierarquia, isto sim seria um ato cismático. O feito é que Dom Lefebvre se contentou com dizer: «eu consagro estes bispos para que a Fraternidade Sacerdotal que fundei continue. Eles não tomarão o lugar dos outros bispos. Não quero fazer uma Igreja paralela». Este ato, então, não há sido em si cismático”. (The Latin Mass, maio–junho de 1993).

Cardeal Alfonso Stickler, salesiano, então Prefeito dos Arquivos do Vaticano e da Biblioteca Vaticana, perito em quatro comissões do Vaticano II. Disse: “O Papa João Paulo II, em 1986, formulou duas perguntas a uma comissão de nove Cardeais: 1ª.) «A celebração solene da Missa tridentina foi proibida legalmente pelo Papa Paulo VI ou por qualquer outra autoridade competente?». A resposta dada por oito destes cardeais em 1986 foi que não, a Missa de São Pio V jamais foi supressa. Posso afirmá-lo: eu era um destes cardeais. Um somente foi de parecer contrário. Todos os outros estavam a favor de uma livre permissão: que cada qual possa escolher a antiga Missa. Houve uma outra pergunta muito interessante: Será que um bispo pode impedir qualquer sacerdote que seja, desde que em situação regular, de recomeçar a celebrar a Missa tridentina? Os nove cardeais responderam unanimemente que um bispo não podia impedir um sacerdote católico de celebrar a Missa Tridentina. Nós não temos uma proibição oficial e eu penso que o Papa jamais pronunciaria uma proibição oficial.” (The Latin Mass, 5 de maio de 1995).

Professor Geringer, Licenciado em Direito Canônico pela Universidade de Munique, afirma: “Dom Lefebvre não criou em absoluto um cisma com as consagrações episcopais”.

Cardeal Edward Cassidy, Presidente do Conselho Pontificio para a Unidade dos Cristãos, ante uma pergunta sobre o status da Fraternidade São Pio X escreveu, em 3 de maio de 1994, a seguinte resposta: “Para responder a sua pergunta (25 de março de 1994) quisera antes de tudo assinalar que o Diretório sobre Ecumenismo não concerne a Fraternidade São Pio X. A situação dos membros desta Fraternidade é um assunto interno da Igreja Católica. A Fraternidade não é outra igreja ou comunidade eclesial, no sentido utilizado pelo Diretório. Com efeito, a Missa e os Sacramentos administrados pelos sacerdotes da Fraternidade são válidos. Seus bispos estão ilicitamente, mas validamente consagrados…”.

Então Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, no ano de 1993, ante a tentativa de Dom Ferrario de excomungar em 1991 a alguns fiéis por terem seguido a Fraternidade no Hawaí e terem assistido às suas missas, declarou: “Após examinar o caso sobre a base das leis da Igreja, não aparece que os feitos aos quais se faz alusão no decreto antes citado sejam atos formalmente cismáticos no sentido estrito do termo, porque estes não constituem o delito de cisma; e por isso, esta Congregação julga que o Decreto de 1° de maio de 1991 carece de fundamento e, em conseqüência, de validez”. (Nunciatura Apostólica, Washington DC).

Padre Gerald Murray, da Arquidiocese de Nova York, em junho de 1995 obteve sua Licenciatura em Direito Canônico na Universidade Gregoriana de Roma com uma tese intitulada “O estatuto canônico dos leigos que seguiram ao falecido Arcebispo Marcel Lefebvre e a Fraternidade São Pío X: estão excomungados porque são cismáticos?”. Em uma entrevista declarou: “Obtive a Licenciatura em Direito Canônico e elegi como tema de minha tese doutoral a excomunhão de Dom Lefebvre… Por tanto, que eu saiba, eles não estão excomungados porque sejam cismáticos, porque o Vaticano nunca disse que estiveram… Cheguei a conclusão de que, canonicamente falando, ele (Dom Lefebvre) não é culpável de nenhum ato cismático que recaia sobre o Direito Canônico; ele é culpável de um ato de desobediência ao Papa, mas o realizou de maneira tal que se pode beneficiar com uma cláusula da lei, que lhe permite não estar automaticamente excomungado (latæ sententiæ) por este ato”… “No caso dos sacerdotes e os fiéis da Fraternidade São Pio X, o Vaticano não disse jamais que eles se tenham tornado cismáticos”… “Por tanto, que eu saiba, a Santa Sé não declarou nunca que o simples ato de assistir a uma Missa rezada por um sacerdote da Fraternidade São Pio X constitua um ato cismático… Suponhamos que você sabe que o sacerdote de sua paróquia ensina coisas contrárias a lei moral ou a doutrina católica. Suponhamos que você sabe que nega o inferno ou pensa que os divorciados voltados a “casar” podem receber a Comunhão, pode então você ir a uma capela da Fraternidade São Pio X para receber uma boa doutrina? Isto me parece melhor que escutar sermões francamente heréticos”. (The Latin Mass, 1995).

De volta à vida

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Por um bom tempo deixei o blog às moscas. Peço desculpas aos amigos pela indesculpável demora. Farei o possível para postar mais daqui a diante.

Ultimamente este blog recebeu uma quantidade imensa de comentários, incluindo spams e ofensas de um ateu maluco (por mais pleonástico que pareça) e de uma ruma de protestantes acéfalos. Não participei destas discussões simplesmente porque estas pessoas não têm a intenção de discutir, somente de descarregar suas mediocridades que escutam de algum pastor qualquer ou lêem nestes textos sem fontes pela internet.

Tudo isso só reforça a trágica realidade em que vivemos, o mundo desfere ininterruptamente golpes contra a Igreja e a inteligência, de maneira que já praticamente não se encontram católicos ou pessoas arrazoadas, a crise é terrível, imensurável. Rezemos pelo mundo que desmorona. 

“Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos e em teu nome que expulsamos demônios e em teu nome que fizemos muitos milagres? Então, sem rodeios, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim vós que praticais a iniqüidade” Mateus 7, 21-23

Raptores e raptadas

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As idéias do “reformador” sobre o matrimônio nos revelam a podridão moral dele e da sociedade de então em plena decadência e sem freio moral.

Numa atividade furibunda, febril, parecendo ex­citada pelo próprio demônio, Lutero multiplica pasquins dirigidos a todos, seculares e religiosos, homens e mulheres sem exceção. Leram-nos uns por curiosidade, atraídos pelo tom inflamado do estilo e, outros, por perversidade, a fim de com os maus levar avante a infernal Reforma.

Até mesmo nos conventos as doutrinas perversas penetraram.

Lutero considerava a castidade como um milagre, conforme escreveu ao prior de Lichtemberg: “Os votos religiosos, escreve ele, são nulos, pois exigem o impossível. A castidade não está em nosso poder, como não está a faculdade de fazer milagres. O homem não pode vencer a inclinação natural ao casamento. Quem quiser ficar solteiro deve depor o título de homem e provar que é um anjo ou um espírito, pois Deus não concede isto a um homem”.

O pobre prior, que por fraqueza sentia imenso desejo de depor o jugo divino, seguiu o conselho de Lutero e afinal se casou.

Tais doutrinas atraíram certas monjas ou falsas freiras, que haviam abraçado a vida claustral, sem vocação, por interesse ou por desgosto do mundo, achando elas na doutrina do falso frade um meio de se libertarem de um fardo que não podiam suportar, pois haviam abraçado a vida claustral sem vocação, por interesse ou por desgosto.

Havia em Nimbschen, perto de Grimnia, um convento de Cistercienses, onde imprudentemente as superioras haviam admitido moças mundanas, que ali procuravam antes salientar-se do que santificar-se.

Umas dentre elas entraram em entendimento com Lutero, que as aconselhou a deixarem o convento e a se reunirem perto dele afim de se casarem.

O reformador organizou um rapto, que confiou a seu amigo Leonardo Koppe mestre na arte.

Na quarta-feira Santa de 1523, com 16 companheiros, já invadira ele o convento dos “Franciscanos de Torgan”, lançando por cima do muro os religiosos que se haviam oposto e arrancando portas e janelas, porque os Franciscanos não aceitaram a reforma, nem a liberdade proposta.

Koppe, sob as ordens de Lutero, preparou para as monjas de Nimbschen uma fuga dramática.

No Sábado de Aleluia entrou no convento com um carro coberto, cheio de mercadorias, para a provisão das religiosas.

As monjas rebeldes ficaram de sobreaviso e tomaram as suas providências.

Enquanto descarregavam a carga, 12 monjas sorrateiramente ocuparam o caminhão vago, sem que o resto da comunidade desse pela evasão das luteranizadas, que seguiram para Wittemberg, onde foram acolhidas por várias famílias protestantes.

Lutero intitulou Koppe de “Bem-aventurado ladrão” e o comparou ao Cristo que também, tal um vencedor sublime, havia arrancado o seu reino das garras do príncipe do mundo. O pastor Amsdorf ofereceu logo uma das fugitivas em casamento ao vigário apóstata, dizendo como se se tratasse de coisa qualquer: “se quiseres uma mais nova, podes escolher entre as mais belas.” (Kolde Analecta Lutherana, p. 413).

O que nos dizem os contemporâneos sobre a moralidade destas infelizes egressas às quais se havia pregado a inutilidade das boas obras e a irresistibilidade da concupiscência, é realmente doloroso e humilhante. (Leonel Franca: Lutero e o sr. Fr. Hansen).

Melanchton, referindo-se às relações de Lutero com estas infelizes decaídas, deplorava a sua influência amolecedora, por si capaz de baquear os caracteres de mais rija têmpera.

Outro luterano, Eoban Esse, afirmava em 1523 que tais apóstatas não se deixavam vencer, em lascívia, por nenhuma cortesã. (Nulla phyllis nonnis est nostri mam­mosior – Epist. fam. Morpugi p. 87).

Entre as egressas, saídas do convento por influência de Lutero, se achava Catarina de Bora.

“Sem ser uma beldade, diz Grisar, Catarina ambicionava esposar Lutero ou Amsdorf”. Para ilaquear o seu preferido, multiplicou as armadilhas da astúcia feminina.

Pelas referências contemporâneas, os precedentes de Catarina não recomendavam muito sua moralidade.

A 10 de Agosto de 1528, Joaquim de Heyden escrevia à própria Catarina, recriminando-lhe o haver entrado em Wittemberg, como uma bailarina, e de aí ter vivido com Lutero, antes do casamento, como uma miserável decaída. (Enders Vol. VI p. 331).

Em 1523 já estivera em relações amorosas com Jerônimo Baumgastner, que mais tarde (1529) se casou com outra.

No mesmo ano (1523) Cristiano, rei da Dinamar­ca, desterrado, passou em Wittemberg e ai conheceu Catarina, que deste encontro conservou como lembrança significativa o presente de um anel. (Koestlin: Luther I. p. 728).

Eis os predicados de tal “nobre senhora, digna de todo respeito, pelos seus dotes de espírito e de coração”, tal como os protestantes o pretendem.

Vê-se logo, pelos fatos, que Catarina era uma criatura viciada, namoradeira, à cata de casamento, pouco diferindo de uma mulher perdida.

E Lutero se deixou “fisgar” por ela. É a palavra de Melanchton.

Qual teria sido a vida e quais as relações de Lutero e de Catarina, antes do casamento?

Pelo que vimos atrás descrito sobre a sua vida e os excessos praticados em Wittemberg, é difícil conjecturá-lo, se bem que a história não o relate, pois são coisas que não se descrevem e que o pouco de vergonha nele ainda existente o impedia divulgar.

Escrevendo a Ruhel, conselheiro de Mansfeld, o reformador disse: Se puder, a despeito do demônio, ainda hei de casar com Catarina. (De Wette II. p. 655).

Todas as suas liberdades com ela transpareciam em público e davam pasto às murmurações e comentários desfavoráveis. O apóstata resolveu por termo a todos os boatos, pela realidade do fato.

No sermão sobre o matrimônio Lutero havia dito: Do mesmo modo que não está em meu poder deixar de ser homem, assim também não posso viver sem mulher, e isto me é mais preciso que o comer e beber.

Considerando uma necessidade, o reformador quis satisfazê-la, e decidiu tomar por companheira a “sua” Catarina, a ex-monja Cisterciense.

A Verdade sobre Lutero – 1. Castidade e casamento – Castidade e casamento

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   Lembremos-nos do que Lutero era no interior, julgando-o, pelas suas próprias palavras, crapuloso, entregue aos prazeres da mesa e da voluptuosidade.
   Havia anos que o reformador, em nome da liberdade evangélica, entrara no caminho da libertinagem, abolindo os votos religiosos e convidando monges e monjas a abandonarem os seus conventos, a renegarem os seus votos, especialmente o de castidade, palavra sem sentido e aspirações sem realidade para o reformador.
  Afinal começou a exaltar o matrimônio e a fazer acreditar que a Igreja Católica considera como pecados mortais todas as palavras e ações das pessoas casadas.
   Nenhum católico jamais acreditou nesta absurda doutrina, pois em parte alguma a vida conjugal é considerada tão altamente e tida como tão santa e sagrada, como na Igreja Católica. Apreciando a castidade do estado virginal, como sendo mais excelente e espiritualmente mais desejável do que a vida matrimonial, a Igreja não rebaixa a esta última, mas apenas repete os ensinamentos positivos de Jesus Cristo e de S. Paulo: - Todo aquele que tiver deixado… mulher… por amor de meu nome, receberá o cêntuplo neste mundo e a vida eterna. (Mat. XIX. 29).
   Quem dá a sua filha em casamento faz bem; mas quem não a dá faz melhor. (1 Cor. VII, 38).
   Vejamos aqui a tríplice mudança que Lutero introduziu no matrimônio. Em primeiro lugar, na Igreja o Matrimônio é um Sacramento. Lutero tirou-lhe o seu caráter sacramental, secularizando-o inteiramente… dando-lhe menos valor que ao contrato civil hodierno.
  Para ele, casar é uma coisa externa, necessariamente, tanto quanto o comer, o beber e o dormir. (Erlangen XVI. p. 519). Por isso, o reformador tira esta bela conclusão: “Como eu posso comer, beber, dormir, passear, cavalgar, negociar e tratar com um pagão, judeu, turco e herético, assim também posso casar e permanecer como casado”.
(Erlangen p. 205).
   Em segundo lugar, Lutero, e não a Igreja, é quem ensinou que o matrimônio era inevitavelmente pecado. Eis a curiosa expressão dele: “A obrigação matrimonial nunca é desempenhada sem pecado”. (Weimar vol. XX. 2 p. 304).
  Este pecado, que ele atribui aos casados, é descrito por ele como “não diferindo em nada, por sua natureza, do adultério e da fornicação”. (Ibid. vol. VIII p. 304). Para completar o absurdo da sua doutrina, ele acrescenta que o pecado necessariamente cometido pelos casados, nada vale perante a misericórdia de Deus, “visto ser impossível evitá-lo, embora sejamos obrigados a abster-nos dele”. (Ibid. p. 654).
   Parece a loquacidade de um bêbado, de um louco a falar sem lógica e sem saber o que diz. Imaginem: um pecado – que não se pode evitar – mas que é, entretanto, proibido!… Só mesmo Lutero para imaginar três contradições tão ridículas e vergonhosas.
   Em terceiro lugar, Lutero considera o casamento como uma rigorosa obrigação, apoiando-se erradamente sobre a bênção de Deus, no paraíso, que ele interpreta como
lei universal: Crescei e multiplicai-nos, palavras dirigidas, por certo, a homens e irracionais, mas não como uma ordem a todo indivíduo em particular e, sim à espécie humana que, pela fecundidade e expansão, devia propagar-se e encher a terra.
  Deste modo, Lutero criou um novo mandamento, colocando-se em oposição às palavras de N. Senhor e de S. Paulo já citados, que recomendam altamente a virgindade, mas não impõem este estado como preceito. Numa carta ao Arcebispo Alberto, em 2 de junho de 1525, ele explica assim a sua lei, até então desconhecida: “É uma coisa terrível para um homem achar-se sem mulher na hora da morte. Ele deve ter ao menos a intenção e a resolução de se casar”.
   Que horror! Que há de fazer um moribundo? Só se casando na outra vida, apesar da palavra do mestre: Na ressurreição, nem os homens terão mulheres, nem as mulheres terão maridos: mas serão como os anjos de Deus rio céu. (Mat. XXII. 30).
  Lutero continua: “Que resposta dará ele ao Altíssimo Deus, quando Este perguntar: “Eu te fiz homem, não para estares só, mas teres mulher. Onde está a tua mulher?”
   Eis Lutero reformando a S. Paulo, que disse: É bom que o homem não tome mulher. (Cor. VII. 1). Ele continua descaradamente a expor suas opiniões casamenteiras,
infringindo todas as leis do pudor: “A palavra de Deus e a sua obra são evidentes: a mulher deve ser usada para o matrimônio ou para a luxúria”. (Erlangen. vol. 61, pág. 6).

A verdade sobre Lutero

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O mundo moderno, por ter expulsado Nosso Senhor de seu merecido lugar, carece de modelos. E como a presença de homens de expressiva vida, de egrégia memória nos são como que naturalmente necessária o mundo cria seus próprios “modelos”, os novos “santos”, plenos de conformidade com o século, coerentes com o mundo moderno; distantes da vida de um verdadeiro cristão.

Um destes homens é Lutero, recentemente laureado com um filme romântico sobre sua vida.

Creio firmemente que lá das profundezas do inferno, Lutero ocupa um lugar muito “honroso” para seu grupo de lá de baixo, mesmo porque o mal que realizou em vida teve uma proporção irreparável, digna de poucos que passaram por esta terra.

Pouco se conhece, no entanto, de sua vida. Por isso inicio hoje um pequeno estudo sobre este malfadado monge alemão que transcreverei em poucos posts, ajudado sobretudo pelos escritos do Pe. Júlio Maria sobre o assunto.

Nada inventarei aqui, pois a história, sendo a reprodução de realidades vividas e objetivas, não se forja assim de repente. Consultarei autoridades antigas, historiadores sérios, católicos, protestantes e até o próprio Lutero.

A católicos e protestantes muito se aproveitará a leitura destes textos. Para os primeiros ele será um relâmpago e para os segundos, um trovão. O relâmpago projeta claridade, o trovão faz tremer os mais valentes. Precisam os católicos de luz, para se precaverem contra o erro protestante; os protestantes necessitam de trovão, para acordarem do sono dos seus ensinos falhos.

Eis-nos perante uma destas conclusões, verdadeiro dilema: ou Cristo é mentiroso, ou Lutero é falso, pois ambos, como haveremos de verificar, se contradizem reciprocamente em toda a linha.

Recesso até o dia 20

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Caros amigos e visitantes, estou viajando hoje, às 16h (17h no horário de Brasília) com destino a Montevidéu, no Uruguai. Lá participo (no dia 17 de janeiro) da celebração do Matrimônio de Rosa Clara Elena e meu mui caro amigo e sócio Carlos Nougué.

Deixarei para uma outra data a devida atenção às consequências desta bela e esperada união, que a meu ver fará um grande bem à intelectualidade católica no Brasil(Eles morarão no Brasil).

Devo retornar por volta do dia 20 deste mês de janeiro, se tudo ocorrer como espero e as autoridades policiais não derem uma outra interpretação para a inofensiva erva de tereré que levarei comigo, já que uma semana é um prazo um tanto pequeno para passar longe de meu único vício.

Aos que ficam, o meu abraço e minhas orações. Não se esqueçam da alma deste pobre que vos escreve. Tenham-me sempre em NSJC.

Até a volta.