A Verdade sobre Lutero - 1. Castidade e casamento
Sexta 04 Março 2005 at 9:15 pm Lembremos-nos do que Lutero era no interior, julgando-o, pelas suas próprias palavras, crapuloso, entregue aos prazeres da mesa e da voluptuosidade.Havia anos que o reformador, em nome da liberdade evangélica, entrara no caminho da libertinagem, abolindo os votos religiosos e convidando monges e monjas a abandonarem os seus conventos, a renegarem os seus votos, especialmente o de castidade, palavra sem sentido e aspirações sem realidade para o reformador.
Afinal começou a exaltar o matrimônio e a fazer acreditar que a Igreja Católica considera como pecados mortais todas as palavras e ações das pessoas casadas.
Nenhum católico jamais acreditou nesta absurda doutrina, pois em parte alguma a vida conjugal é considerada tão altamente e tida como tão santa e sagrada, como na Igreja Católica.
Apreciando a castidade do estado virginal, como sendo mais excelente e espiritualmente mais desejável do que a vida matrimonial, a Igreja não rebaixa a esta última, mas apenas repete os ensinamentos positivos de Jesus Cristo e de S. Paulo: - Todo aquele que tiver deixado... mulher... por amor de meu nome, receberá o cêntuplo neste mundo e a vida eterna. (Mat. XIX. 29).
Quem dá a sua filha em casamento faz bem; mas quem não a dá faz melhor. (1 Cor. VII, 38).
Vejamos aqui a tríplice mudança que Lutero introduziu no matrimônio. Em primeiro lugar, na Igreja o Matrimônio é um Sacramento. Lutero tirou-lhe o seu caráter sacramental, secularizando-o inteiramente... dando-lhe menos valor que ao contrato civil hodierno.
Para ele, casar é uma coisa externa, necessariamente, tanto quanto o comer, o beber e o dormir. (Erlangen XVI. p. 519). Por isso, o reformador tira esta bela conclusão: “Como eu posso comer, beber, dormir, passear, cavalgar, negociar e tratar com um pagão, judeu, turco e herético, assim também posso casar e permanecer como casado”. (Erlangen p. 205).
Em segundo lugar, Lutero, e não a Igreja, é quem ensinou que o matrimônio era inevitavelmente pecado. Eis a curiosa expressão dele: “A obrigação matrimonial nunca é desempenhada sem pecado”. (Weimar vol. XX. 2 p. 304).
Este pecado, que ele atribui aos casados, é descrito por ele como “não diferindo em nada, por sua natureza, do adultério e da fornicação”. (Ibid. vol. VIII p. 304). Para completar o absurdo da sua doutrina, ele acrescenta que o pecado necessariamente cometido pelos casados, nada vale perante a misericórdia de Deus, “visto ser impossível evitá-lo, embora sejamos obrigados a abster-nos dele”. (Ibid. p. 654).
Parece a loquacidade de um bêbado, de um louco a falar sem lógica e sem saber o que diz.
Imaginem: um pecado - que não se pode evitar - mas que é, entretanto, proibido!... Só mesmo Lutero para imaginar três contradições tão ridículas e vergonhosas.
Em terceiro lugar, Lutero considera o casamento como uma rigorosa obrigação, apoiando-se erradamente sobre a bênção de Deus, no paraíso, que ele interpreta como lei universal: Crescei e multiplicai-nos, palavras dirigidas, por certo, a homens e irracionais, mas não como uma ordem a todo indivíduo em particular e, sim à espécie humana que, pela fecundidade e expansão, devia propagar-se e encher a terra.
Deste modo, Lutero criou um novo mandamento, colocando-se em oposição às palavras de N. Senhor e de S. Paulo já citados, que recomendam altamente a virgindade, mas não impõem este estado como preceito.
Numa carta ao Arcebispo Alberto, em 2 de junho de 1525, ele explica assim a sua lei, até então desconhecida: “É uma coisa terrível para um homem achar-se sem mulher na hora da morte. Ele deve ter ao menos a intenção e a resolução de se casar”.
Que horror! Que há de fazer um moribundo? Só se casando na outra vida, apesar da palavra do mestre: Na ressurreição, nem os homens terão mulheres, nem as mulheres terão maridos: mas serão como os anjos de Deus rio céu. (Mat. XXII. 30).
Lutero continua: “Que resposta dará ele ao Altíssimo Deus, quando Este perguntar: “Eu te fiz homem, não para estares só, mas teres mulher. Onde está a tua mulher?”
Eis Lutero reformando a S. Paulo, que disse: É bom que o homem não tome mulher. (Cor. VII. 1).
Ele continua descaradamente a expor suas opiniões casamenteiras, infringindo todas as leis do pudor: “A palavra de Deus e a sua obra são evidentes: a mulher deve ser usada para o matrimônio ou para a luxúria”. (Erlangen. vol. 61, pág. 6).