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Prelados falam sobre o “cisma”

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Em meio a enxorrada de opiniões desencontradas, desordenadas, desarrazoadas… sobre a Fraternidade São Pio X, vale lembrar alguns prelados e suas posições com relação ao “cisma” da FSSPX.

Cardeal Castillo Lara, Presidente da Pontifícia Comissão para a Interpretação Autêntica do Direito Canônico: “O ato de consagrar um bispo (sem a autorização do Papa) não é em si um ato cismático” (La Reppublica, 7-Oct.-1988)

Conde Neri Capponi, Doutor e Professor de Direito Canônico da Universidade de Florência, explica que o simples feito de consagrar um bispo sem mandato pontifício não constitui em si um ato cismático: “É necessário que se faça outra coisa; por exemplo, se ele criasse sua própria hierarquia, isto sim seria um ato cismático. O feito é que Dom Lefebvre se contentou com dizer: «eu consagro estes bispos para que a Fraternidade Sacerdotal que fundei continue. Eles não tomarão o lugar dos outros bispos. Não quero fazer uma Igreja paralela». Este ato, então, não há sido em si cismático”. (The Latin Mass, maio–junho de 1993).

Cardeal Alfonso Stickler, salesiano, então Prefeito dos Arquivos do Vaticano e da Biblioteca Vaticana, perito em quatro comissões do Vaticano II. Disse: “O Papa João Paulo II, em 1986, formulou duas perguntas a uma comissão de nove Cardeais: 1ª.) «A celebração solene da Missa tridentina foi proibida legalmente pelo Papa Paulo VI ou por qualquer outra autoridade competente?». A resposta dada por oito destes cardeais em 1986 foi que não, a Missa de São Pio V jamais foi supressa. Posso afirmá-lo: eu era um destes cardeais. Um somente foi de parecer contrário. Todos os outros estavam a favor de uma livre permissão: que cada qual possa escolher a antiga Missa. Houve uma outra pergunta muito interessante: Será que um bispo pode impedir qualquer sacerdote que seja, desde que em situação regular, de recomeçar a celebrar a Missa tridentina? Os nove cardeais responderam unanimemente que um bispo não podia impedir um sacerdote católico de celebrar a Missa Tridentina. Nós não temos uma proibição oficial e eu penso que o Papa jamais pronunciaria uma proibição oficial.” (The Latin Mass, 5 de maio de 1995).

Professor Geringer, Licenciado em Direito Canônico pela Universidade de Munique, afirma: “Dom Lefebvre não criou em absoluto um cisma com as consagrações episcopais”.

Cardeal Edward Cassidy, Presidente do Conselho Pontificio para a Unidade dos Cristãos, ante uma pergunta sobre o status da Fraternidade São Pio X escreveu, em 3 de maio de 1994, a seguinte resposta: “Para responder a sua pergunta (25 de março de 1994) quisera antes de tudo assinalar que o Diretório sobre Ecumenismo não concerne a Fraternidade São Pio X. A situação dos membros desta Fraternidade é um assunto interno da Igreja Católica. A Fraternidade não é outra igreja ou comunidade eclesial, no sentido utilizado pelo Diretório. Com efeito, a Missa e os Sacramentos administrados pelos sacerdotes da Fraternidade são válidos. Seus bispos estão ilicitamente, mas validamente consagrados…”.

Então Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, no ano de 1993, ante a tentativa de Dom Ferrario de excomungar em 1991 a alguns fiéis por terem seguido a Fraternidade no Hawaí e terem assistido às suas missas, declarou: “Após examinar o caso sobre a base das leis da Igreja, não aparece que os feitos aos quais se faz alusão no decreto antes citado sejam atos formalmente cismáticos no sentido estrito do termo, porque estes não constituem o delito de cisma; e por isso, esta Congregação julga que o Decreto de 1° de maio de 1991 carece de fundamento e, em conseqüência, de validez”. (Nunciatura Apostólica, Washington DC).

Padre Gerald Murray, da Arquidiocese de Nova York, em junho de 1995 obteve sua Licenciatura em Direito Canônico na Universidade Gregoriana de Roma com uma tese intitulada “O estatuto canônico dos leigos que seguiram ao falecido Arcebispo Marcel Lefebvre e a Fraternidade São Pío X: estão excomungados porque são cismáticos?”. Em uma entrevista declarou: “Obtive a Licenciatura em Direito Canônico e elegi como tema de minha tese doutoral a excomunhão de Dom Lefebvre… Por tanto, que eu saiba, eles não estão excomungados porque sejam cismáticos, porque o Vaticano nunca disse que estiveram… Cheguei a conclusão de que, canonicamente falando, ele (Dom Lefebvre) não é culpável de nenhum ato cismático que recaia sobre o Direito Canônico; ele é culpável de um ato de desobediência ao Papa, mas o realizou de maneira tal que se pode beneficiar com uma cláusula da lei, que lhe permite não estar automaticamente excomungado (latæ sententiæ) por este ato”… “No caso dos sacerdotes e os fiéis da Fraternidade São Pio X, o Vaticano não disse jamais que eles se tenham tornado cismáticos”… “Por tanto, que eu saiba, a Santa Sé não declarou nunca que o simples ato de assistir a uma Missa rezada por um sacerdote da Fraternidade São Pio X constitua um ato cismático… Suponhamos que você sabe que o sacerdote de sua paróquia ensina coisas contrárias a lei moral ou a doutrina católica. Suponhamos que você sabe que nega o inferno ou pensa que os divorciados voltados a “casar” podem receber a Comunhão, pode então você ir a uma capela da Fraternidade São Pio X para receber uma boa doutrina? Isto me parece melhor que escutar sermões francamente heréticos”. (The Latin Mass, 1995).

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