OS
SETE SACRAMENTOS E O BATISMO DE CRIANÇAS
Fonte
principal de referência: Pe. Júlio Maria "Luz nas Trevas",
1955.
* Os sacramentos
- O que é um sacramento?
- Os sacramentos não são meras representações
- O que é a graça e a necessidade dos sacramentos
- Como provar a existência dos sete sacramentos?
a) Crença Secular
b) O Bom-senso
c) O Evangelho
- Batismo
- Crisma
- Eucaristia - Análise mais detalhada
- Confissão - Análise mais detalhada
1) Os homens pecam
2) É necessário obter o perdão desses pecados
3) Nosso Senhor instituiu um sacramento
para a remissão dos pecados
4) A confissão deve ser feita a um Padre
5) Diferença entre "atrição"
e "contrição"
6) O que é necessário para ser eficaz uma
confissão?
- Extrema-Unção
- Ordem
- Matrimônio
- O Batismo de Crianças e o Batismo de
Adultos
- O
que é um sacramento?
- Procuremos,
em primeiro lugar, compreender bem o que é um sacramento,
donde vem e para que serve. Esta simples noção fará cair
já a maior parte das objeções, como, perante a exposição
clara da verdade, dissipam-se todos os erros.
- O
catecismo diz que "sacramento é um sinal sensível,
instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para produzir
a graça em nossas almas e santificá-las."
- Desta
definição resulta que três coisas são exigidas para constituir
um sacramento:
-
a) "Um sinal sensível", representativo
da natureza da graça produzida. Deve ser "sensível"
porque se não pudéssemos percebê-lo, deixaria de ser um
sinal. Este sinal sensível consta sempre de "matéria"
e de "forma", isto é, da matéria empregada
e das palavras pronunciadas pelo ministro do sacramento.
-
b) Deve ser "instituído por Jesus Cristo",
porque só Deus pode ligar um sinal visível a faculdade
de produzir a graça. Nosso Senhor, durante a sua vida
mortal, instituiu pessoalmente os sete sacramentos, deixando
apenas à Igreja o cuidado de estabelecer ritos secundários,
realçá-los com cerimônias, sem tocar-lhe na substância.
-
c) "Para produzir a graça". Isto é, distribuir-nos
os efeitos e méritos da redenção que Jesus Cristo mereceu
por nós, na cruz... Os sacramentos comunicam esta graça,
"por virtude própria", independente das
disposições daquele que os administra ou recebe. Esta
qualidade, chamada pela teologia "ex opere operato",
distingue os sacramentos da "oração",
das "boas obras" e dos "sacramentais",
que tiram a sua eficácia "ex opere operantis"
das disposições do sujeito.
-
- Os
sacramentos não são meras representações
- Os
protestantes ensinam que os sacramentos são meras cerimônias
exteriores, testemunhando que a graça está na alma, sem
o poder de infundí-la. E um erro fundamental e grosseiro.
-
Para provar irrefutavelmente a necessidade dos sacramentos,
é preciso recorrer à sublime doutrina da graça, ou da
nossa vida sobrenatural. Verdade que os protestantes não
negam em seu princípio, mas em seus meios. Os sacramentos
são, de fato, os meios, os canais, para transmitir-nos
a graça divina, os merecimentos de Jesus Cristo.
- A
graça, que a teologia define "um dom sobrenatural
de Deus", por causa dos méritos de Jesus Cristo,
como meio de salvação, é tudo na religião católica, é
sua seiva, o seu sopro, a sua alavanca.
- Querendo
ou não, todos os homens devem viver da graça ou se perderão
eternamente. Ou escolhem a vida de Cristo que é a graça,
ou a vida da carne que é o vício; a salvação ou a perdição.
- Santo
Agostinho define a graça da seguinte forma: "A
graça é como o prazer que nos atrai... Não há nada de
duro na santa violência com que Deus nos atrai... tudo
é suave e benfazejo" (Sermo 133, cap. XI). Esta
palavra é admirável: a graça é um verdadeiro poder atrativo,
que provém à vontade, a estimula e leva a Deus, a atrai
por deleitação interior, e faz amar, como por instinto,
Aquele que a nossa razão devia amar acima de tudo: Deus.
Este termo "atrativo" parece novo em
teologia, entretanto ele é a expressão da palavra de Nosso
Senhor: "Ninguém pode vir a mim, se Aquele que
me enviou não o atrair" (Jo 8, 22). E esta outra:
"Uma vez levantado da terra, atrairei tudo a mim
- omnia traham ad meipsum" (Jo 12, 32).
-
- O
que é a graça e a necessidade dos sacramentos
- A
graça em seu princípio é, pois, a vida de Deus em nós:
"Participatio quaedam naturae divinae",
diz Santo Tomás.
- Para
comunicar-nos a sua vida, Deus podia agir imediatamente
sobre a nossa alma; ele o faz às vezes. A simples elevação
dos nossos corações, pela oração, podeia produzir este
efeito, mas além desta ação imediata de Deus sobre a alma,
além do meio da oração, Deus instituiu meios particulares
para comunicar-nos as suas graças, meios obrigados,
indispensáveis: estes meios são os sacramentos.
- Vejamos
esta necessidade; está admiravelmente descrita por S.
Paulo (Rom. 6, 1-14): "Permaneceremos no pecado,
paar que a graça abunde? De modo nenhum" (6,
1). "Ora, se já morremos com Cristo, cremos que
também com ele viveremos" (8). "O pecado
não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da
lei, mas debaixo da graça" (14).
-
Há, pois, duas vidas em nós: a vida do pecado e
a da graça. Ora, esta graça é o dom de Deus, proveniente
dos méritos de Jesus Cristo. É a seiva desta graça que
deve circular en nós: "Nós somos os ramos, Cristo
é o tronco" (Jo 15, 4-5). Deve haver união completa,
íntima entre os meios de transmissão da graça e a alma
que recebe esta graça, como há união completa entre o
tronco e os ramos.
- Na
oração e nas boas obras esta união completa não existe...
Deve haver outro meio e este meio são os sacramentos.
Os sacramentos tornam-se, neste sentido, os canais transmissores
da graça divina às almas. Canais estabelecidos por Jesus
Cristo, como veremos, e portanto necessários.
-
- Como
provar a existência dos sete sacramentos?
- É
um dogma, definido pelo Concílio de Trento, que existem
os sacramentos e que são em número de sete, condenando
o erro protestante.
- São,
pois, sete os sacramentos, nem mais, nem menos, contra
os protestantes que nunca estiveram de acordo entre si
sobre este ponto. A Igreja católica sempre ensinou e sempre
ensinará que há sete sacramentos, porque assim recebeu
o ensino dos Apóstolos, tanto pela Tradição, como pelo
Evangelho, e assim o vai transmitindo aos séculos. Nunca
houve discussão a este respeito na Igreja, embora não
encontremos nos primeiros séculos a enumeração metódica
que hoje empregamos na citação dos sacramentos.
- Três
argumentos temos às mãos para provar a tese dos sete sacramentos,
e todos três são irrefutáveis:
-
a) A crença dos séculos
-
b) O bom-senso
-
c) O Evangelho
- A)
Crença Secular
- O
primeiro argumento da crença popular desta verdade parece
remontar ao século V., quando até mesmos os hereges, como
os monofisitas e os nestorianos, aceitavam o número dos
sete sacramentos. Em textos deles é explícito o número
de sete sacramentos, recebidos da Igreja Romana.
- b)
O Bom-senso
- É
apenas argumento de conveniência, é certo, mas este argumento
tem o seu valor pela analogia perfeita que estabelece
entre as leis da vida natural e as leis da vida
sobrenatural.
- Santo
tomas explica admiravelmente esta analogia. Os sete sacramentos
reunidos são necessários e bastam para a vida, conservação
e prosperidade espiritual, quer do corpo inteiro da Igreja,
quer de cada membro em particular.
- Os
cinco primeiros são estabelecidos para o aperfeiçoamento
pessoal, os dois últimos para o governo e a multiplicação
da Igreja.
- Na
ordem natural, para o aperfeiçoamento pessoal, é preciso:
1o. nascer; 2o. fortificar-se; 3o. alimentar-se;
4o. curar-se na enfermidade; 5o. refarzer-se
nos achaques da velhice.
- Para
o aperfeiçoamento moral a humanidade carece de: 1o. Autoridade
para governar, 2o. Propagação para perpetuar-se.
- Tal
é a ordem natural. Temos os mesmos elementos na ordem
espiritual:
- 1o.
O batismo é o nascimento da graça
- 2o.
A crisma é o desenvolvimento da graça
- 3o.
A eucaristia é o alimento da alma
- 4o.
A penitência é a cura das fraquezas da alma
- 5o.
A extrema-unção é o restabelecimento das forças
espirituais
- 6o.
A ordem gera a autoridade sacerdotal
- 7o.
O matrimônio assegura apropagação dos católicos
e das suas doutrinas.
- Os
sete sacramentos são, deste modo, como outros tantos socorros,
dispostos ao longo do caminho da vida, para a infância,
a juventude, a idade madura e a velhice; para as duas
principais "carreiras" que se oferecem: sacerdócio
e casamento.
- Não
se pode negar que a analogia é admirável e estabelece
que deve haver sete sacramentos. Se houvesse menos, faltaria
qualquer coisa; se houvesse mais, haveria um supérfluo;
todas as necessidades estão preenchidas.
- c)
O Evangelho
- Para
o protestante, escravo da letra da bíblia, o último argumento
deve ser o mais decisivo. Estarão expressos no Evangelho
os sete sacramentos? Perfeitamente! O que o protestante
não consegue entender é que Nosso Senhor não citou o número
de 7, mas citou os sacramentos.
- Todavia,
o mesmo protestante acredita na Santíssima
Trindade e Nosso Senhor nunca falou o número três
para designar esse mistério, apenas disse: "Pai,
Filho e Espírito Santo".
- O
Evangelho não fala de sete sacramentos, mas vai enumerando
todos os sete, instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo.
-
- O
Batismo:
- Sua
instituição e preceito estão positivamente marcados nos
seguintes textos: "Em verdade vos digo, disse
Jesus a Nicodemos, quem não renascer da água e do Espírito
Santo, ão pode entrer no reino de Deus" (Jo 3,
5). "Ide, ensinai todas as gentes, disse Jesus
a seus discípulos, batizando-as, em nome do Padre,
e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19). "O
que crer e for batizado, será salvo", promete
o Salvador (Mc 16, 61). "Recebe o batismo e lava
os teus pecados", disse Ananias a Saulo (At 22,
16). Os Apóstolos administravam o batismo a todos os que
desejavam alistar-se na religião nova. Três mil pessoas
receberam o batismo das mãos de S. Pedro, no dia de pentecostes
(At 2, 38-41).
-
- A
Crisma
- Os
atos dos apóstolos provam que o seu rito exterior consiste
na imposição das mãos, diferente do batismo que utiliza
a água. Os apóstolos Pedro e João, enviados a Samaria,
"punham as mãos sobre os que tinham sido batizados",
e recebiam estes o Espírito Santo (At 8, 12-17). Do mesmo
modo, S. Paulo, vindo a Éfeso, batizou, em nome de Jesus
Cristo, discípulos de João e a "eles impôs as
mãos, para que o Espírito Santo baixasse sobre eles"
(At 19, 1-6). Para que S. Paulo imporia as mãos
sobre quem já era batizado se a Crisma não fosse um sacramento
que confirmasse o Batismo, completando os dons do Espírito
Santo? Segundo estes textos, compreende-se claramente
que Pedro e João de um lado, e Paulo de outro, deram o
Espírito Santo, pela imposição das mãos. Ora, uma tal
prática seria ridícula, se eles o fizessem fora da vontade
e das prescrições do Mestre. A Crisma é, pois, um sacramento
instituído por Nosso Senhor.
-
- A
Eucaristia
- A
palavra "Eucaristia" provém de duas palavras
gregas "eu-cháris": "ação de
graça", e designa a presença real e substancial
de Jesus Cristo sob as aparências de pão e vinho.
- Essa
presença não foi contestada nem mesmo por Lutero. Em carta
a seu amigo Argentino (De euch. dist. I, art.) falando
sobre o texto evangélico "Isto é o meu corpo",
ele diz: "Eu quereria que alguém fosse assaz hábil
para persuadir-me de que na Eucaristia não se contém senão
pão e vinho: esse me prestaria um grande serviço. Eu tenho
trabalhado nessa questão a suar; porém confesso que estou
encadeado, e não vejo nenhum meio de sair daí. O texto
do Evangelho é claro demais".
- Eis,
em S. João, os termos de que Jesus Cristo se serviu, falando
a primeira vez deste grande sacramento: "Eu sou
o pão da vida; vossos pais comeram o maná no deserto e
morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que
dele comer não morra. Eu sou o pão vivo, que desci do
céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente, e
o pão que eu darei é a minha carne, para a vida do mundo"
(Jo 6, 48-52).
- Que
clareza nessas palavras! Que quer dizer isso: "Eu
sou o pão vivo - o pão que eu darei é a minha carne".
É ou não é a carne de Cristo? É ou não é Cristo que será
o pão que deve ser comido? Será que Deus não saberia se
expressar direito se desejasse fazer uma simples alegoria?
- E
não é só isso! Nosso Senhor continua, cada vez mais positivo
e mais claro: "Se não comerdes a carne do Filho
do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida
em vós. O que comer a minha carne e beber o meu sangue
terá a vida eterna. Porque a minha carne é verdadeiramente
comida, e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que
come a minha carne e bebe o meu sangue, fica em mim e
eu nele. O que me come... viverá por mim. Este é o pão
que desceu do céu... O que come este pão, viverá eternamente!"
(Jo 6, 54 - 59).
- Eis
um trecho claríssimo, que não deixa margem à dúvidas.
Nosso Senhor afirma categoricamente: "... minha
carne é verdadeiramente comida". É impossível
negar algo tão claro: a carne de Cristo, dada aos homens
para remissão dos pecados, é para ser comida; e quem comer
desta carne "viverá eternamente".
- Cristo
afirma, repete, reafirma, e explica que o pão que ele
vai dar é o "seu próprio corpo" - que
seu corpo é uma "comida" - que seu sangue
é uma "bebida" - que é um pão celeste
que dá a vida eterna. E tudo isso é positivo, repetido
mais de 50 vezes, sem deixar subsistir a mais leve hesitação.
- Ao
negar a presença eucarística, o protestante nega as palavras
de Cristo.
- Cristo
diz: "Este é o meu corpo". O protestante
exclama: Não, senhor, é um pedaço de pão!
- Cristo
ajunta: "Minha carne é verdadeiramente comida".
O protestante objeta: Não, senhor, este pão não é tua
carne!
- Cristo
completa: "O que me come... viverá por mim.".
O protestante insiste: Não, senhor, não comemos a ti,
é simplesmente um pedaço de pão!.
- Cristo
repete: "O que come a minha carne, fica em mim".
O protestante discorda: Não, senhor, não é a tua carne,
porque eu não o quero; é uma ceia, uma simples lembrança!...
De tudo que afirmas, nada é verdade. Este pão do céu não
existe... Este pão não é o teu corpo... Este vinho não
é o teu sangue. Teu corpo não é comida. Teu sangue não
é bebida.
- A
posição dos protestantes é a posição que tomaram os fariseus:
"Como pode este dar-nos a sua carne a comer?"
(Jo 6, 53). Retiram-se murmurando: "É duro demais,
quem pode ouvir uma tal linguagem!" (Jo 6, 67).
- Que
fará Jesus, dissipa o equívoco e explica que é simbólico
o que Ele acaba de dizer, para que não se perdessem os
que se retiravam?
- Não!
Vira-se para seus Apóstolos e, num tom que não admite
réplica, pergunta: "E vós também quereis abandonar-me?"
(Jo 6, 68). É como se afirmasse: quem não desejar aceitar
a verdade, que retire-se com os outros! A verdade é essa
e não muda.
- E
S. Pedro lança este sublime brado de fé: "Senhor,
para quem havemos de ir? Tu tens as palavras de vida eterna.
E nós cremos e conhecemos que tu és Cristo, o Filho de
Deus" (Jo 6, 67-70).
- É
a cena da promessa da eucaristia, que ia sendo preparada
por Nosso Senhor em seus Apóstolos, que acreditavam e
amavam mesmo sem entender!
- Aos
protestantes, cabe uma pergunta muito objetiva: Seria
possível Cristo ser tão solene e tão claro, utilizando
palavras tão majestosas e escandalizando a tantos incrédulos,
apenas para prometer-nos um "pedaço de pão",
que devemos comer em sua lembrança?
- Seria
impossível.
- Agora,
examinemos a instituição da Eucaristia.
- O
dia escolhido é a véspera da morte do Messias. Em meio
das ternuras lacerantes do adeus, neste momento onde,
deixando aqueles que se amam, fala-se com mais coração
e com mais firmeza, porque, estando para morrer, não se
estará mais para explicar ou interpretar as próprias palavras.
Neste momento, pois, num festim preparado com solenidade
(Lc 22, 12), impacientemente desejado (Lc 22, 15), eis
que se passa:
- "Quando
estavam ceando, Jesus tomou o pão, benzeu-o e partiu-o,
e deu-o a seus discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto
é o meu corpo, que é dado por vós - Fazei isto em memória
de mim" (Lc 22, 19).
- "E
tomando o cálice, deu graças, e o deu a eles, dizendo:
Bebei deste todos, porque isto é o meu sangue do novo
testamento, que será derramado por muitos, para a remissão
do pecado" (Mt 26, 27-28)
- Que
magnífica simplicidade e previsão nos termos!
- O
original grego é mais forte ainda: "Isto é o meu
corpo, meu próprio corpo, o mesmo que é dado por vós -
Isto é meu sangue, meu próprio sangue da nova aliança,
o sangue derramado por vós em remissão dos pecados".
- E
no texto siríaco, tão antigo como o grego, feito no tempo
dos Apóstolos, diz-se: O que se nos dá "é o próprio
corpo de Jesus, seu próprio sangue".
- Não
há outro sentido possível nesses textos. É a presença
real afirmada, inequivocamente, pelo Messias, Redentor
nosso, que derramou seu sangue na Cruz por nossos pecados.
- Que
precisão nas palavras e que autoridade! Quanto poder nestas
palavras: "Lázaro, sai do sepulcro!"
E Lázaro sai imediatamente. "Mulher, estás curada!"
E ela fica curada. "Isso é meu corpo!"
E esse é o corpo do Cristo.
- E
S. Paulo, na sua epístola aos Coríntios (11, 23 - 30):
"Eu recebi do Senhor... que, na noite em que foi
traído, tomou o pão. E tendo dado graças, o partiu e disse:
Tomai, comei: isto é o meu corpo que será entregue por
vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, depois
de ceiar, tomou o cálice, dizendo: Esta é a nova aliança
no meu sangue, fazei isto, todas as vezes que comerdes
este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do
Senhor, até que venha. Portanto, qualquer que comer este
pão ou beber o cálice indignamente, será culpado do corpo
e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si
mesmo... Porque o que come e bebe indignamente, como e
bebe para si mesmo sua própria condenação, não discernindo
o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos
fracos e doentes e muitos que dormem (o sono da morte)"
(I Cor 11, 23 - 30).
- S.
Paulo diz, com esta lógica que lhe é peculiar: "Quem
comer este pão ... indignamente, será culpado do corpo
do Senhor" (1 Cor 11, 27) - e ainda no mesmo
sentido: "O que come indignamente, come a sua
própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor"
(1 Cor 11, 29).
- Ou
seja, S. Paulo afirma que, comungando indignamente, somos
culpados do corpo de Jesus Cristo. Ora, como é que alguém
pode ser culpado do corpo de Cristo se este corpo não
estiver no pão que come?
- Comer
um pedaço de trigo, sem devoção e com a alma manchada,
pode ser um crime, o qual a vítima "come sua própria
condenação"? É ridículo!
- Aliás,
o que S. Paulo afirma acaba condenando o protestantismo:
É culpado do corpo do Senhor e come sua própria condenação,
quem não discerne o corpo de Cristo de um vulgar pedaço
de pão, e come este pão indignamente.
- Eis
a verdade irrefutável da Eucaristia.
-
- Confissão
- A
confissão consiste em um sacramento instituído por Jesus
Cristo no qual o sacerdote perdoa os pecados cometidos
depois do batismo.
- Sobre
o sacramento da Confissão, devemos analisar o seguinte:
- 1)
Os homens pecam
- 2)
É necessário obter o perdão desses pecados
- 3)
Nosso Senhor instituiu um sacramento para a remissão dos
pecados
- 4))
A confissão deve ser feita a um Padre.
- 5)
Diferença entre "atrição" e "contrição"
- 6)
O que é necessário para ser eficaz uma confissão?
- Vamos
às respostas.
- 1)
Os homens pecam:
- Diz
a Sagrada Escritura: "O justo cai sete vezes por
dia" (Prov 24, 16). E se o próprio justo cai
sete vezes, que será do pobre que não é justo?
- "Não
há homem que não peque" (Ecl 7, 21).
- "Aquele
que diz que não tem pecado faz Deus mentiroso"
(1 Jo 1, 10).
- O
"Livre Arbítrio" humano permite ao homem
realizar atos contrários ao seu criador.
- 2)
É necessário obter o perdão desses pecados
- "Nesta
porta do Senhor, só o justo pode entrar" (Sl
117, 20).
- "Não
sabeis que os pecadores não possuirão o reino de Deus?"
(1 Cor 6, 9).
- Portanto,
para entrar no Reino de Deus, é necessário obter o perdão
dos pecados.
- 3)
Nosso Senhor instituiu um sacramento.
- Qual
é o meio que existe para alcançar o perdão dos pecados?
- Nos
diz S. João: "Se confessarmos os nossos pecados,
diz o Apóstolos, ele é fiel e justo para nos perdoar os
pecados e purificar-nos de toda injustiça" (1
Jo 1, 8).
- Todavia,
"aquele que esconde os seus crimes não será purificado;
aquele, ao contrário, que se confessar e deixar seus crimes,
alcançará a misericórdia" (Prov. 38, 13). "Não
vos demoreis no erro dos ímpios, mas confessai-vos antes
de morrer" (Ecl 17, 26).
- A
confissão não é nova, já existia no Antigo Testamento,
mas foi elevada à dignidade de Sacramento por Nosso Senhor,
que conhecia a fraqueza humana e desejava salvar seus
filhos.
- No
dia da ressurreição, como para significar que a confissão
é uma espécie de ressurreição espiritual do pecador, "apareceu
no meio dos apóstolos... e, mostrando-lhes as mãos e seu
lado... lhes disse: A paz esteja convosco. Assim como
meu Pai me enviou, eu vos envio a vós. ... soprando sobre
eles: recebei o Espírito Santo... Àqueles a quem perdoardes
os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os
retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21 -
23). O mesmo texto encontra-se em S. Mateus (Mt 28, 20).
- Como
tudo é claro! Nosso Senhor tinha o poder de perdoar os
pecados, como se desprende de S. Mateus (Mt 9, 2-7). Ele
transmite esse poder aos seus Apóstolos dizendo: "assim
como o Pai me enviou", isto é, com o poder de
perdoar os pecados, "assim eu vos envio a vós",
ou seja, dotados do mesmo poder. E para dissipar qualquer
dúvida, continua: "soprando sobre eles: Recebei
o Espírito Santo..." como se dissesse: Recebei
um poder divino... só Deus pode perdoar pecados: pois
bem... "Àqueles a quem perdoardes os pecados,
ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes,
ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21 - 23).
- A
conclusão é rigorosa: Cristo podia perdoar os pecados.
Ele comunicou este poder aos Apóstolos e por eles aos
sucessores dos Apóstolos: pois a Igreja é uma sociedade
"que deve durar até o fim do mundo" (Mt
28, 20).
- O
livro dos Atos dos Apóstolos refere que quem se convertia
"vinha fazer a confissão das suas culpas"
(At 19, 18).
- Aqui
nós começamos a refutar uma argumentação dos protestantes:
cada um se confessa diretamente com Deus.
- 4)
A confissão deve ser feita a um padre.
- Pelo
próprio livro dos Atos dos Apóstolos, quando se afirma
que o convertido "vinha fazer a confissão",
fica claro que era necessário um deslocamento da pessoa
para realizar a confissão junto aos Apóstolos, pois o
verbo "vir" é usado por quem recebe a
visita do penitente.
- Se
a confissão fosse direta com Deus, bastaria pedir perdão
de seus pecados, sem precisar 'ir' até a Igreja.
- Aliás,
S. Tiago é explícito a esse respeito: "confessai
os vossos pecados uns aos outros, diz ele, e orai uns
pelos outros, a fim de que sejais salvos" (Tgo
5, 16). Isto é, confessai vossos pecados a um homem, que
tenha recebido o poder de perdoá-los.
- De
qualquer forma, a instituição do Sacramento deixa claro
o poder que Nosso Senhor conferiu à sua Igreja.
- Sem
a vontade de se confessar com um outro homem, o pecador
demonstra que seu arrependimento não é profundo, pois
ele não se envergonha mais de ofender a Deus do que de
expor sua honra. No fundo, ama a si mesmo mais do que
a Deus e pode estar cometer um outro pecado, ainda mais
grave, contra o primeiro mandamento: Amar a Deus sobre
todas as coisas.
- Mas,
em não existindo um Padre, como confessar-se? E como ficam
os homens no Antigo Testamento?
- 5)
Contrição e Atrição
- A
Contrição consiste em pedir o perdão de seus pecados por
amor de Deus. A atrição, por sua vez, consiste em pedir
o perdão dos pecados por temor do inferno.
- A
primeira, contrição (chamada de contrição perfeita),
apaga os pecados da pessoa antes mesmo da confissão. Todavia,
só é verdadeira se há a disposição de se confessar com
um padre. Foi desta forma que se salvaram os justos do
Antigo Testamento.
- A
atrição só é válida através do sacramento da confissão,
o qual é eficaz mesmo se há apenas "medo do inferno".
- Ninguém
duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, com
firme propósito de não pecar mais, e satisfação feita
a Deus e aos prejudicados, eram, no Antigo Testamento,
condições necessárias e suficientes para obter o perdão
de Deus. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem
Nosso Senhor Jesus Cristo e seu Evangelho (desde que sigam
a Lei Natural) e para os que não têm como se confessar
(desde que tenham um ato de contrição perfeita). Mas quem,
em seu orgulho, não acredita nas palavras de Cristo Ressuscitado,
com as quais ele instituiu o sacramento da penitência,
e por isso não quer se confessar, não receberá o perdão,
pois não ama à Deus verdadeiramente.
- Cada
pecado é um ato de orgulho e desobediência contra Deus.
Por isso "Cristo se humilhou e tornou-se obediente
até a morte, e morte na Cruz" (Flp 2, 8) para
expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados,
e nos merecer o perdão. Por isso ele exige de nós este
ato de humildade e de obediência, na Confissão sacramental,
na qual confessamos os nossos pecados diante do seu representante,
legitimamente ordenado. E, conforme a sua promessa: "Quem
se humilha, será exaltado, e quem se exalta, será humilhado"
(Lc 18, 14).
- Alguns
protestantes aliciam os católicos para sua seita com a
promessa de que, depois do batismo (pela imersão), estariam
livres de qualquer pecado e nem poderiam mais pecar! Conseqüentemente,
concluem que não haveria necessidade de confissão. Apoiam
esta afirmação nas palavras bíblicas de (1 Jo 3, 6 e 9).
Todavia, basta confrontar essa passagem com outra, do
próprio João Apóstolos (1 Jo 1, 8-10), para perceber que
a conclusão é precipitada: "Se dissermos que não
temos pecado algum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade
não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele
é fiel e justo, e nos perdoa os nossos pecados, e nos
purifica de toda a iniqüidade. Se dissermos que não temos
pecado, taxamo-Lo de mentiroso, e a sua palavra não está
em nós".
- Portanto,
todos os homens necessitam de misericórdia divina; e os
sinceros seguidores da Bíblia recebem-na, agradecidos,
no sacramento da Confissão.
- 6)
O que é necessário para ser eficaz uma confissão?
- a)
exame de consciência
- b)
ter arrependimento (atrição ou contrição)
- c)
propósito de não recair no pecado e de evitar as circunstâncias
que o favoreçam
- d)
confessar-se sem omitir nada
- e)
cumprir a penitência estabelecida pelo confessor
- Ver
ainda "penas temporais" e "indulgências"
-
- A
Extrema-Unção
- É
o quinto sacramento instituído por Jesus Cristo, sem que
saibamos em que época o instituiu. A Sagrada Escritura,
como para a Crisma, nos transmite apenas o rito exterior
e o efeito produzido. O Evangelho diz que "à ordem
do Senhor... os apóstolos expeliam muitos demônios e ungiam
com óleo a muitos enfermos, e os curavam" (Mc
6, 13). Eis um fato, é a ordem do Senhor.
- A
instituição da extrema-unção decorre destas palavras de
S. Tiago: "Está entre vós alguém enfermo? Chame
os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele,
ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E o Senhor o aliviará,
e se estiver em algum pecado ser-lhe-á perdoado"
(Tgo 5, 14-15).
- Nunca
o Apóstolo teria prometido tais efeitos a uma unção, na
enfermindade, sem firmar-se na autoridade divina da instituição
deste sacramento. A extrema-unção é, pois, verdadeiramente
um sacramento.
-
- A
Ordem
- A
Ordem é o sacramento que dá o poder de desempenhar as
funções eclesiásticas, e a graça de fazê-lo santamente.
Em outros termos, é o sacramento que faz os sacerdotes,
ou ministros de Deus. Muitos textos da Sagrada Escritura
provam a existência do sacerdócio e indicam o rito de
ordenação sacerdotal. Lemos de fato que Nosso Senhor fez
uma seleção entre os discípulos: "Não fostes
vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi",
diz Ele (Jo 15, 16). Aos discípulos eleitos, chamados
apóstolos, o divino Mestre confia as quatro atribuições
particulares do sacerdócio:
- a)
Oferecer o santo sacrifício: "Fazei isto
em memória de mim" (Lc 22, 19). É a ordem de
reproduzir o que ele tinha feito: mudar o pão em seu corpo
e o vinho em seu sangue divino
- b)
Perdoar os pecados: Os pecados serão perdoados
aos que vós os perdoardes (Jo 20, 23).
- c)
Pregar o Evangelho: Ide no mundo inteiro, pregando
o Evangelho a todas as criaturas (Mc 16, 15).
- d)
Governar a Igreja: O Espírito Santo constituiu
os bispos para governarem a Igreja de Deus (At 20,
28).
- Eis
os poderes dados por Nosso Senhor Jesus Cristo a seus
ministros ou sacerdotes, representados pelos primeiros
sacerdotes, que foram os apóstolos (vide Sucessão
Apostólica).
- Quanto
ao rito de ordenação, não é menos claramente indicado:
Consiste ela na imposição das mãos. S. Paulo escreve:
"Não desprezes a graça que há em ti e te foi dada
por profecia pela imposição das mãos do presbitério"
(1 Tim 4, 14). Chama-se presbitério a reunião dos bispos
e padres que concorreram para a ordenação de Timóteo,
de que S. Paulo foi o principal ministro, como se vê claramente
na segunda epístola dirigida ao mesmo discípulo. "Por
este motivo, diz ele, te admoesto que reanimes
a graça de Deus, que recebestes pela imposição de minhas
mãos" (2 Tim 1, 6).
- O
exemplo dos apóstolos nos mostra a transmissão dos poderes
sacerdotais pela ordenação. E por onde Paulo e Barnabé
passavam, "ordenavam sacerdotes para cada Igreja"
(At 14, 22).
- Tudo
isso prova, claramente, que os apóstolos tinham recebido
de Nosso Senhor a divina investidura de poderes, que iam
assim distribuindo pela imposição das mãos; e esta investidura
é o sacramento da Ordem.
- Que
diferença para o pastor protestante... Ele mesmo se investe
de um poder que não recebeu de ninguém, ele mesmo se escolhe,
nomeia-se, e dá a si os poderes que julga ter, sem que
tenha sido investido do sacramento instituído por Deus
para a escolha de seus ministros, sob a autoridade de
um Papa. (vide a página sobre o Papado).
-
- O
Matrimônio
- É
o último na série dos sacramentos. O casamento que era
antes de Jesus Cristo mero contrato, é um verdadeiro sacramento
da nova lei. Não sabemos exatamente o tempo nem o lugar
em que Jesus Cristo instituiu este sacramento; pensam
os teólogos que foi nas bodas de Caná. Outros pensam que
foi na ocasião em que o Salvador restaurou a unidade e
a indissolubilidade primitivas. Interrogado a respeito
do divórcio, Cristo responde que não era lícito por nenhum
motivo, que nem o direito de separar-se tem o homem e
a mulher, exceto o caso de adultério (Mt 19, 3-5).
- Outros,
ainda, pensam que foi instituído depois da ressureição,
e promulgado por S. Paulo, na epístola aos efésios (5,
25-33).
- Pouco
importa o tempo e o lugar, o certo é que o matrimônio
foi por Nosso Senhor elevado à dignidade de sacramento,
como resulta positiva e irrefutavelmente da Sagrada Escritura:
"Não separe o homem o que Deus ajuntou"
(Mt 19, 6). Ou seja, Deus uniu os noivos!
- Este
mistério, ou sacramento, é grande em relação a Cristo
e à Igreja, diz S. Paulo (Ef 5, 32). Isso é grande,
em relação a Cristo, porque é instituição divina; grande
em relação à Igreja, que deve mantê-lo na sua unidade
e indissolubilidade.
- O
rito externo foi indicado por S. Paulo: é a mútua tradição
e aceitação do direito sobre os corpos, em ordem aos fins
do casamento, formando uma união santa, como é "santa
a união do Cristo com a sua Igreja" (Ef 5, 25).
- É
mais uma bomba que pegam os nossos amigos protestantes.
Eles que, rejeitando o sacramento, para contentar-se unicamente
com o contrato civil, preferem a obra humana à instituição
divina: "Não separe o homem o que Deus ajuntou"
(Mt 19, 6).
-
- O
Batismo de Crianças e o Batismo de Adultos
- Muitos
protestantes costuma argumentar que o Batismo de Crianças
não aparece na Bíblia. Como conclusão, defendem que só
os adultos podem ser batizados.
- Primeiramente,
nem tudo está na Bíblia, como afirma S. João: "Há
ainda muitas coisas feitas por Jesus, as quais, se se
escrevessem uma por uma, creio que este mundo não poderia
conter os livros que se deveriam escrever" (Jo
21,25).
- Ou
seja, o fato de não estar na Bíblia não prova que não
se deva batizar crianças.
- A
pergunta deveria ser inversa: Onde estão as provas bíblicas
para a afirmação de que apenas os adultos devem ser batizados?
- Agora,
vamos provar que Deus deseja o batismo das crianças.
- A
Sagrada Escritura menciona vários personagens pagãos que
professaram a fé cristã e se fizeram batizar "com
toda a sua casa". Assim o centurião romano Cornélio
(At 10, 1s.24.44.47s), a negociante Lídia de Filipos (At
16, 14s), o carcereiro de Filipos (At 16, 31033), Crispo
de Corinto (At 18, 8), a família de Estéfanas (1Cor 1,
16).
- A
expressão "casa" ("domus",
em latim; "oikos", em grego) tinha sentido
amplo e enfático na Antigüidade: designava o chefe de
família com todos os seus domésticos, inclusive as crianças
(que geralmente não faltavam).
- Desde
o início da Igreja, os apóstolos batizavam os recém-nascidos.
Assim se expressa Orígenes (185 - 255): "A Igreja
recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também
aos recém-nascidos". (Epist. ad Rom. Livro 5,
9). E S. Cipriano, em 258, escreve: "Do batismo
e da graça não devemos afastar as crianças".
(Carta a Fido).
- Santo
Irineu, que viveu entre 140 a 204, afirma: "Jesus
veiu salvar a todos os que através dele nasceram de novo
de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens e os
velhos". (Adv. Haer. livro 2)
- Na
"Nova e Eterna Aliança", o batismo substitui
a circuncisão da "Antiga Aliança", como
rito de entrada para o povo escolhido de Deus. Ora, se
o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos
já no 8o dia depois do nascimento, sem exigir deles uma
fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar
o batismo às crianças dos pais cristãos, por causa de
tais exigências.
- O
manual dos Apóstolos, também conhecido como 'didaqué',
prescreve o batismo para crianças.
- Ou
seja, era costume dos apóstolos batizarem as crianças,
segundo a importância que é o sacramento do "Batismo",
pois "quem não renascer da água e do Espírito
Santo, não pode entrar no Reino de Deus".
- A
posição protestante é insustentável, visto que se eles
tivessem que seguir tudo o que a Bíblia ordena, como ficariam
certas normas do Antigo Testamento que não foram abolidas
no Novo, mas pela Igreja que eles rejeitam? Exemplos:
Não acender fogo (para cozinhar) em nenhuma moradia no
sábado (Ex. 35,3). Não semear diferentes espécies no mesmo
campo (Lev. 19,19). Não semear e colher nada, nos campos
e na vinha, no ano sabático (Ex. 23, 10-11) e (Lev. 25
3-5). Não comer os frutos das árvores nos primeiros três
anos (Lev 19, 23-25).
- E,
depois, se os pais são responsáveis perante Deus pelo
sustento, proteção, educação, amparo etc de seus filhos,
quanto mais seriam pelo bem espiritual.
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