A
IGREJA CATÓLICA É A IGREJA DE CRISTO
* A Igreja Católica é a Igreja de Cristo
- A Fundação da Igreja
- O Papado
- A primazia de S. Pedro comprovada
nas Sagradas Escrituras e na Tradição
- S. Pedro esteve em Roma, foi o primeiro
Bispo de Roma e foi martirizado em Roma
- A Sucessão Apostólica
- A lista dos primeiros Papas da Igreja
- O Governo da Igreja (Bispos e Fiéis)
- A infalibilidade Papal
- Conceito
- Segundo a Razão, a Revelação e a Tradição
- Sobre quem recai a infalibilidade?
- Unidade da mesma Igreja
- A
Fundação da Igreja
- "E
eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei
a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão
contra ela; e eu te darei as chaves do reino dos Céus:
e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também
nos céus." (Mt. 16, 18)
- Como
isso é claro e positivo! Jesus Cristo muda o nome de Simão,
em pedra (aramaico: Kephas, significa pedra e pedro, numa
única palavra, como em francês Pierre é o nome de uma
pessoa e o nome do minério pedra).
- Deus
fez diversas vezes tais mudanças, para que o nome exprimisse
o papel especial que deve representar a pessoa. Assim
mudou o nome de Abrão em Abraão (Gn 17, 5), para exprimir
que devia ser o pai de muitos povos.
- Mudou
ainda o nome de Jacob em Israel (Gn 32, 28) para significar
a "força contra Deus". Assim Jesus Cristo
mudou o nome de Simão em Pedro, sobre a qual estará fundada
a Igreja, sendo o seu construtor o próprio Cristo.
- Em
todo o trecho em que Nosso Senhor confirma S. Pedro como
primeiro Papa, fica evidente que Ele se dirige, exclusivamente,
a S. Pedro, sem um mínimo desvio: "Eu te digo...
Tu és Pedro... Sobre esta pedra edificarei... Eu te darei...
O que desatares..."
- S.
Pedro é a pessoa a quem tudo é dirigido ... é ele o centro
de todo este texto.
- Esse
ponto é muito importante, pois a interpretação truncada
dos protestantes quer admitir o absurdo de que Nosso Senhor
não sabia se exprimir corretamente. Eles dizem que Cristo
queria dizer: "Simão, tu és pedra, mas não edificarei
sobre ti a minha Igreja, por que não és pedra, senão sobre
mim." Ora, é uma contradição, pois Nosso Senhor alterou
o nome de Simão para "Kephas", deixando claro
quem seria a "pedra" visível de Sua Igreja.
-
- A
primazia de S. Pedro comprovada nas Sagradas Escrituras
e na Tradição
- "Eu
te darei as chaves do Reino dos Céus" [a S. Pedro]
- (Mt. 16, 17-19) - Primazia de jurisdição sobre todos,
pois é a ele que a sentença é dita.
- O
primado de S. Pedro sobre os outros fica claramente expresso
quando ele: 1) preside e dirige a escolha de Matias para
o lugar de Judas (At 1,1-25); 2) É o primeiro a anunciar
o evangelho no dia de Pentecostes (At 2, 14); 3) Testemunha,
diante do Sinédrio, a mensagem de Cristo (At 10, 1); 4)
Acolhe na Igreja o primeiro Pagão (At 10,1); 5) Fala primeiro
no Concílio dos Apóstolos, em Jerusalém, e decide sobre
a questão da circuncisão: "Então toda a assembléia
silenciou"(At 15, 7-12), etc.
- Todos
os sucessores dos apóstolos atestam o primado de Pedro
e dos seus sucessores, como, por exemplo: 1) Tertuliano:
"A Igreja foi construída sobre Pedro";
2) S. Cipriano: "Sobre um só foi construída a
Igreja: Pedro"; Santo Ambrósio: "Onde
há Pedro, aí há a Igreja de Jesus Cristo".
- S.
Mateus enumerando os apóstolos, confirma o primado de
S. Pedro: "O primeiro, Simão, que se chama Pedro"(Mt
10, 2).
- No
século I, o Bispo de Roma, Clemente, escrevendo aos Coríntios,
para chamar à ordem os que injustamente tinham demitido
os presbíteros, declara-lhes que serão réus de falta grave
se não lhe obedecerem. O procedimento de Clemente de Roma
tem maior importância, se considerarmos que nessa época
ainda vivia o apóstolo S. João que não deixaria de intervir
se o Bispo de Roma estivesse no mesmo plano dos outros
bispos.
- No
princípio do sec. II, Santo Inácio escreve aos romanos
que a Igreja de Roma preside a todas as demais.
- S.
Irineu diz ser a Igreja Romana a "máxima"
e fundada pelos apóstolos Pedro e Paulo (Heres. 3. 3.
2). Traz mais a lista dos dirigentes da Igreja Romana
desde S. Pedro ate o Papa reinante no tempo dele, que
era S. Eleuterio. Ao todo eram só dozes. Eis a lista de
modo ascencional: Eleuterio; Sotero; Aniceto; Pio; Higino;
Telesfor; Xisto; Alexandre; Evaristo; Clemente; Anacleto;
Lino; Pedro. (veja que S. Irineu deve ter vivido no entre
o ano 100 e 200 DC). S. Jeronimo escrevendo a S. Dâmaso,
Papa, diz: "Eu me estreito a Vossa Santidade que
equivale a Cátedra de Pedro. E esta a pedra sobre a qual
Jesus Cristo fundou a sua Igreja. Seguro em vossa cátedra
eu sigo a Jesus Cristo". Fala nisto direta ou
indiretamente diversos santos e cristãos dos primeiros
séculos, formando a mais universal das tradições, a mais
firme convicção histórica. Só para citar alguns: S. Epifanio,
Osorio Pedro de Alexandria, Dionisio de Corinto, S. João
Crisóstomo, Papias, etc.
- Nosso
Senhor: "Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu
com instância para vos joeirar como trigo; mas eu roguei
por ti, para que não desfaleça a tua fé; e tu, uma vez
convertido, confirma os teus irmãos" (Luc. 22,
31-32). Ou seja, é S. Pedro que tem a missão, dada pelo
próprio messias, de 'confirmar' seus irmãos. Essa
missão supõe, evidentemente, o primado de jurisdição.
- S.
Pedro é nomeado pastor das ovelhas de Cristo. Após a Ressurreição,
Nosso Senhor confia a Pedro a guarda de seu rebanho, isto
é, confia-lhe o cuidado de toda a cristandade, dos cordeiros
e das ovelhas: "Apascenta os meus cordeiros",
repete-lhe duas vezes; e à terceira: "apascenta
as minhas ovelhas" (Jo. 21, 15-17). Ora, conforme
o uso corrente das línguas orientais, a palavra apascentar
significa "governar". Apascentar os cordeiros
e as ovelhas é, portanto, governar com autoridade soberana
a Igreja de Cristo; é ser o chefe supremo; é ter o primado.
Além do que a imagem de "pastor" designa,
na Sagrada Escritura, o Messias e sua obra (cf. Mq 2,13;
4,6s; Sf 3,18s, Jr 23,3; 31,19; Is 30,11; 49,9s). Ora,
confiando a S. Pedro a missão de pastor, Nosso Senhor
o constituiu seu representante visível na Terra.
- No
catálogo dos apóstolos (Mt 10, 2-4; Mc 3, 16-19; Lc 6,
13-16; At 1, 13), S. Pedro sempre é colocado em primeiro
lugar. Em Mt. 10, 2 lê-se explicitamente que Pedro é o
primeiro ("Prótos"). Ora, "prótos"
tanto quer dizer o primeiro numericamente como o primeiro
em dignidade e honra (v. Mt 20, 27; Mc 12, 28,31; At 13,
50; 28,17).
- Em
Mt. 17, 24-27, curiosamente, Nosso Senhor mandou pagar
o tributo ao templo em nome Dele e de S. Pedro, demonstrando
a importância daquele que seria o seu representante visível.
Ele não manda que se pague em nome dos outros apóstolos,
apenas de S. Pedro.
-
- S.
Pedro esteve em Roma, foi o primeiro Bispo de Roma e foi
martirizado em Roma
- A
estadia de S. Pedro em Roma é incontestável historicamente.
Sobre ela atestam Orígenes (ano 254), Clemente de Alexandria
(215), Tertuliano (222), S. Irineu (202), Dionísio (171).
Do século primeiro, convém destacar S. Inácio (107) e
Clemente Romano (101). Esses historiadores e testemunhas
são reconhecidos, pela crítica moderna, como autoridades
dignas de fé.
- Existe
uma série ininterrupta de testemunhos do Século III até
aos apóstolos e isso sem uma voz discorde.
- Em
Cartago e em Corinto, em Alexandria e Roma, na Gália como
na África, no Oriente como no Ocidente, a viagem de S.
Pedro a Roma é afirmada unanimemente, como fato sobre
o qual não pairou nunca a mínima dúvida.
- Orígenes
(+ 254) diz: "S. Pedro, ao ser martirizado em
Roma, pediu e obteve fosse crucificado de cabeça para
baixo" (Com. in Genes., t. 3).
- Clemente
de Alexandria ( + 215) diz: "Marcos escreveu o
seu Evangelho a pedido dos Romanos que oviram a pregação
de Pedro" (Hist. Ecl. VI, 14).
- Tertuliano
(+ c. 222), por sua vez, diz: "Nero foi o primeiro
a banhar no sangue o berço da fé. Pedro então, segundo
a promessa de Cristo, foi por outrem cingido quando o
suspenderam na Cruz" (Scorp. c. 15).
- No
século II abundam igualmente provas.
- Santo
Irineu (+ 202) escreve na sua grande obra "contra
as heresias": "Mateus, achando-se entre
os hebreus, escreveu o Evangelho na língua deles, enquanto
Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e aí fundavam a Igreja"
(L. 3, c. 1, n. 1, v. 4).
- Dionísio
(+ 171) escreve ao papa Sotero: "S. Pedro e S.
Paulo foram à Itália, onde doutrinaram e sofreram o martírio
no mesmo tempo" (Evas. Hist. Eccl. II 25).
- Do
século I convém destacar:
- Santo
Inácio (+ 107), Bispo de Antioquia, que conviveu longos
anos com os apóstolos. Condenado por Trajano, fez viagem
para Roma, onde foi supliciado, tendo escrito antes uma
carta aos Romanos onde diz: "Tudo isso eu não
vos ordeno como Pedro e Paulo; eles eram apóstolos, e
eu sou um condenado" (ad Rom., c IV).
- Clemente
Romano (+101), 3o sucessor de S. Pedro, conheceu-o pessoalmente
em Roma. É, por isso, autoridade de valor excepcional.
Eis o que escreve: "Ponhamos diante dos olhos
os bons apóstolos Pedro e Paulo. Pedro que, pelo ódio
iníquo, sofreu; e depois do martírio, foi-se para a mansão
da glória. A estes santos varões, que ensinavam a santidade,
associou-se grande multidão de eleitos, que, supliciados
pelo ódio, foram entre nós de ótimo exemplo".
- Note
que só estão citados autores do início do cristianismo,
para que não fique dúvida acerca da idoneidade dos testemunhos,
que poderiam ser objeto de dúvida dos protestantes...
É bom revelar que nenhum protestante imparcial teve a
ousadia de contestar esses historiadores.
- É,
portanto, um fato certo que S. Pedro esteve em Roma e
foi ali martirizado sob o reinado de Nero. Nenhum historiador,
até os protestantes, isto é, durante 1500 anos, o contesta;
ao contrário: para todos eles é um fato notório e público.
- Vamos
agora provar que S. Pedro foi o primeiro Bispo de Roma:
- Poderíamos
citar muitas longas passagens de S. Irineu, Caio, S. Cipriano,
S. Agostinho, S. Optato, S. Jerônimo, Sulpício Severo,
que atestam "unânimes" o episcopado romano do
príncipe dos apóstolos. Limitemo-nos a umas curtas citações:
- Caio:
falando de S. Vitor, Papa, diz: "Desde Pedro ele
foi o décimo terceiro Bispo de Roma"(ad Euseb.
128)
- S.
Jerônimo: "Simão Pedro foi a Roma e aí ocupou
a cátedra sacerdotal durante 25 anos" (De Viris
Ill. 1, 1).
- S.
Agostinho: "S. Lino sucedeu a S. Pedro"
(Epist. 53)
- Sulpício
Severo, falando do tempo de Nero, diz: "Neste
tempo, Pedro exercia em Roma a função de Bispo"
(His. Sacr., n. 28)
- S.
Ireneu: "Os apóstolos Pedro e Paulo fundaram a
Igreja, e o primeiro remeteu o episcopado a Lino, a quem
sucedeu Anacleto e depois Clemente".
- Convém
notar ainda que todos os catálogos dos Bispos de Roma,
organizados segundo os documentos primitivos, pelos antigos
escritores, colocam invariavelmente o nome de Pedro à
frente de todos.
-
- A
Sucessão Apostólica
- Agora
veremos como o Papa é sucessor direto de S. Pedro, primeiro
Bispo de Roma:
- Primeiramente,
os protestantes deveriam provar que o Papa não é sucessor
de S. Pedro, todavia, como eles não tem nenhum texto histórico
ou religioso que prove, eles pedem uma prova dos católicos.
Eles só negam, nada podem afirmar.
- Vamos
analisar as Sagradas Escrituras. Lá existe não só a investidura
de S. Pedro como chefe visível da Igreja, mas a investidura
perpétua dos apóstolos, para serem os "enviados"
de Cristo (Mt. 28, 18 - 20): "É me dado todo o
poder no céu e na terra; ide pois e ensinai a todos os
povos e eis que estou convosco todos os dias até a consumação
do mundo".
- Que
quer dizer isso?
- 1
- Cristo tem todo poder, é a primeira parte
- 2
- Cristo transmite este poder, é a segunda parte (Lembremo-nos,
no mesmo sentido, da frase: "tudo que ligares na
terra será ligado no céu e tudo o que desligares na terra
será desligado no céu")
- 3
- A quem Ele transmite? Aos apóstolos.
- 4
- Até quando? Até a consumação do mundo
- Ora,
Cristo transmitiu este poder unicamente aos apóstolos
presentes? Não pode ser, pois os apóstolos deviam morrer
um dia, como todos os homens morrem. Ele diz: "estarei
convosco até à consumação do mundo".
- Se
Ele promete estar com os apóstolos até o fim do mundo,
é claro que ele não está se dirigindo aos apóstolos como
pessoas físicas, mas como um "corpo moral",
que deve perpetuar-se nos seus sucessores, e hão de durar
atá o fim dos tempos.
- Eis
uma prova evidente que o bispo de Roma, que é o Papa,
é o sucessor de S. Pedro e de sua "jurisdição".
- A
sucessão também é observada nos primeiros cristãos, que
nomeavam diáconos e bispos, transmitindo-lhes as obrigações
de seus antecessores.
- Jesus
Cristo, fundando uma sociedade religiosa visível, que
devia durar até ao fim do mundo, devia necessariamente
nomear um chefe, com sucessão, para perpetuar a mesma
autoridade: "Quem vos escuta, escuta a mim"
(Mt 28, 18). Se assim não fosse, Nosso Senhor não teria
podido dizer: "Eis que estou convosco todos os
dias até o fim do mundo"; devia ter dito que
estaria apenas com S. Pedro até o fim de sua vida. Dessa
forma, cumpre-se o que manda a Bíblia: "Um só
senhor, uma só fé, um só batismo" (Ef. 4, 5)
- (Vide
o Sacramento da Ordem, onde Deus escolhe os seus sacerdotes)
-
- A
lista dos primeiros Papas da Igreja
- S.
Pedro, 42 - 67
- S.
Lino, 67 - 78
- S.
Cleto, 78 - 91
- S.
Clemente, 91 - 100
- Santo
Evaristo, 100 - 109
- Santo
Alexandre I, 109 - 119
- S.
Sixto I, 119- 128
- S.
Telésforo, 128 - 139
- Santo
Higino, 139 - 142
- S.
Pio I, 142 - 150
- Santo
Aniceto, 150 - 162
- S.
soter, 162 - 170
- Santo
Eleutério, 170 - 186
- S.
Vitor, 186 - 197
- S.
Zefirino, 197 - 217
- S.
Calisto I, 217 - 222
- Santo
Urbano I, 222 - 230
- S.
Ponciano, 230 - 235
- Santo
Antero, 235 - 236
- S.
Fabiano, 236 - 251
- S.
Cornélio, 251 - 252
- S.
Lúcio I, 252 - 254
- Santo
Estêvão I, 254 - 257
- S.
Sixto II, 257 - 259
- S.
Dionísio, 259 - 269
- S.
Félix, 269 - 275
- Santo
Eutiquiano, 275 - 283
- S.
Caio, 283 - 295
- S.
Marcelino, 295 - 304
- S.
Marcelo, 304 - 310
- Santo
Eusébio, 310 - 311
- S.
Melcíades, 311 - 313
- S.
Silvestre I, 313 - 336
- S.
Silvestre batizou o imperador Constantino Magno.
- O
Governo da Igreja (Bispos e Fiéis)
- "Olhai,
pois, por vós e por todo o rebanho, sobre que o Espírito
Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a Igreja
de Deus a qual santificou pelo seu próprio sangue"
(At 20, 28)
- "Quem
vos ouve, a mim ouve; quem vos despreza, a mim despreza;
e quem me despreza, despreza aquele que me enviou".
(LC 10, 16)
- A
Bíblia diz claramente que Jesus Cristo fundou uma Igreja
sobre Pedro (Mt 16, 18), diz que estaria com ele até o
fim do mundo (Mt 28, 13-20), que lhe dava as chaves do
reino do céu (Mt 16, 19), que esta Igreja seria coluna
e firmamento da verdade (1 Tim 3, 15), que é preciso escutar
esta Igreja sob pena de ser tratado como um pagão (Mt
18, 17).
- Mesmo
em relação à autoridade dos Fariseus e Escribas, apesar
de viciados em seus erros, por serem a autoridade legítima,
disse Nosso Senhor: "Sobre a cadeira de
Moisés se assentaram os escribas e os fariseus; observai,
pois, e fazei tudo o que eles vos disserem; mas não imiteis
as suas ações" (Mt 23, 2).
- Nosso
Senhor escolheu, entre seus inúmeros discípulos, apenas
doze Apóstolos, (Mt. 10, 2-4). Instruiu-os duma maneira
particular, desvendou-lhes o sentido das parábolas que
as turbas não compreendiam (Mt. 13, 2) e associou-os à
sua obra mandando-lhes que pregassem o reino de Deus aos
filhos de Israel (Mt. 10, 5, 42).
- Poucos
dias antes da Ascenção, Cristo confiou aos doze Apóstolos
o poder que antes lhes tinha prometido: "Todo
o poder me foi dado no céu e na terra; ide, pois, e ensinai
todas as gentes, batizando-as em nome do Pai e do Filho
e do Espírito Santo, ensinando-as a observar todas as
coisas que eu vos tenho ordenado, e estai certos de que
eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos"
(Mt. 28, 19-20). Portanto, conclui Boulenger, Jesus Cristo
comunicou aos Apóstolos o poder - 1) de ensinar: "ide
e ensinai todos os povos", 2) de santificar,
pelos ritos instituídos para este fim e, em particular,
pelo batismo, 3) de governar, uma vez que os Apóstolos
hão de ensinar o mundo a "observar" tudo
o que Ele mandou.
- A
Hierarquia reconhecida na história:
- 1)
Testemunho de Santo Irineu, argumentando contra os hereges,
apresenta o caráter hierárquico da Igreja, como um 'fato
notório' que ninguém pode negar, como uma fundação
de Cristo e dos Apóstolos. Ora, como podia reivindicar
para a Igreja cristão a origem apostólica, se os seus
adversários pudessem apresentar provas da fundação recente
da hierarquia?
- 2)
Testemunho de S. Policarpo, em meados do sec. II, designa
os pastores como "chefes da hierarquia e guardas
da fé"
- 3)
No mesmo século ainda podemos citar os testemunhos: a)
o de Hegesipo que mostra as Igreja governadas pelos Bispos,
sucessores dos apóstolos; b) o de Dionísio de Corinto,
que escreve na sua carta à Igreja romana que a Igreja
de Corinto guarda fielmente as admoestações recebidas
outrora do Papa Clemente.
- 4)
No ano 110, Santo Inácio de Antioquia, em sua Epístola
aos Romanos, da Igreja de Roma como do centro da cristandade:
"Tu (Igreja de Roma) ensinastes as outras. E eu
quero que permaneçam firmes as coisas que tu prescreves
pelo teu ensino" (Rom, IV, 1).
- 5)
Cerca do ano de 96, S. Clemente Romano, discípulo imediato
de S. Pedro e de S. Paulo, escreveu uma carta aos Coríntios,
na qual nos dá da Igreja noção equivalente à de S. Ireneu,
apresentando a hierarquia como a "guarda da tradição"
e a Igreja de Roma com a primazia universal sobre todas
as Igrejas locais.
- 6)
Deste modo, chegamos, de geração em geração, aos tempos
apostólicos. Desde o primeiro alvorecer do cristianismo,
os Apóstolos desempenharam a dupla função de dirigentes
e pregadores. Escolheram Matias para ocupar o lugar de
Judas (At 1, 12, 26). Instituíram diáconos nos quais delegaram
parte dos seus poderes (At. 6, 1, 6).
- Na
prática da Igreja também fica claro o poder de governo
sobre todos os cristãos. Os Apóstolos exerceram este tríplice
poder: a) Poder legislativo: No Concílio de Jerusalém,
impõem aos recém-convertidos "que se abstenham
das carnes oferecidas aos ídolos, das viandas sufocadas
e da impureza" (At 15, 29); b) poder judiciário:
S. Paulo entrega a Satanás "Himeneu e Alexandre,
para aprenderem a não blasfemar" (I Tim 1, 20);
c) poder penal: S. Paulo escreve aos coríntios: "Portanto,
eu vos escrevo estas coisas, estando ainda longe de vós,
de modo que, quando eu chegar aí, não tenha de castigar,
segundo o poder a mim confiado por Deus para edificar,
não para destruir" (II Cor 13, 10).
-
- A
infalibilidade Papal
- Vimos
que Jesus Cristo fundou uma Igreja hierárquica, conferindo
aos Apóstolos e aos Bispos, seus sucessores, os poderes
de ensinar, de santificar e de governar. Demonstraremos
agora que Jesus ligou ao poder de ensinar o privilégio
da "infalibilidade".
- Conceito:
A infalibilidade é a garantia de preservação de todo erro
doutrinal pela assistência do Espírito Santo. Não é simples
inerrância de fato, mas de direito. Portanto, não se deve
confundir a infalibilidade com a "inspiração",
que consiste no impulso divino que leva os escritores
sagrados a escreverem o que Deus quer; e nem com a "revelação",
que supõe a manifestação duma verdade antes ignorada.
O privilégio da Infalibilidade não faz com que a Igreja
descubra verdades novas; garante-lhe somente que, devido
à assistência divina, não pode errar nem, por conseqüência,
induzir em erro, no que respeita a questões de Fé ou moral.
- Todavia,
não se confunde a "infalibilidade" com
a "impecabilidade". A Igreja nunca defendeu
a tese de que o Papa não pudesse cometer pecados. O Papa
é infalível quando segue as normas da infalibilidade,
falando à toda a Igreja, como sucessor de S. Pedro, em
matéria de Fé e Moral, definindo (implícita ou explicitamente)
uma verdade que deve ser acatada por todos. Em sua vida
privada - ou quando não utilizando a fórmula da infalibilidade
-, o Papa pode cometer erros e até pecados.
- A
Existência da Infalibilidade segundo a Razão, a Revelação
e a Tradição.
- Argumento
de razão: Não se justifica que Deus possa ter deixado
os homens à sua própria sorte no tocante à doutrina. O
"livre exame" protestante gera o subjetivismo
e as divisões, condenadas pela Sagrada Escritura. A autoridade
de um corpo de apóstolos é necessária, racionalmente,
para a realização dos planos de Deus na terra, sob pena
de aceitarmos a tese de que Deus não guia seu povo.
- Argumento
histórico:
- Somos
chegados ao campo positivo da história. Afinal, o que
Jesus devia fazer, segundo a razão, tê-lo-ia feito? Terá
instituído uma autoridade viva e infalível encarregada
de guardar e ensinar a sua doutrina?
- O
primeiro ponto, de que Nosso Senhor instituiu uma Igreja
hierárquica, com chefes a quem concedeu o poder de ensinar,
já está demonstrado anteriormente. Resta agora examinar
o segundo ponto, no qual provaremos que o poder de ensinar
comporta o privilégio da "infalibilidade".
- a)
Nos textos da Escritura:
- A
S. Pedro, em especial, prometeu Jesus Cristo que "as
portas do inferno não prevalecerão contra ela (Igreja)"
(Mat. 16, 18); e a todos os Apóstolos prometeu, por duas
vezes, enviar-lhes o Espírito de Verdade (Jo. 14, 15;
15, 26) e ficar com eles até ao fim do mundo (Mat 28,
20). Estas promessas significam claramente que a Igreja
é indefectível, que os apóstolos e os seus sucessores
não poderão errar quando ensinarem a doutrina de Jesus;
porque a assistência de Cristo não pode ser em vão, nem
o erro estar onde se encontra o Espírito de verdade;
- b)
No modo de proceder dos Apóstolos:
- Do
seu ensino se depreende que tinham consciência de ser
assistidos pelo Espírito Santo. O decreto do Concílio
de Jerusalém termina com estas palavras: "Assim
pareceu ao Espírito Santo e a nós" (At. 15, 28).
Os Apóstolos pregam a doutrina evangélica "não
como palavra de homens, mas como palavra de Deus, que
na verdade o é" (1Tes 2, 13), a que é necessário
dar pleno assentimento (II Cor 10, 5) e cujo depósito
convém guardar cuidadosamente (1 Tim 6, 20). Além disso,
confirmam a verdade de sua doutrina com muitos milagres
(At 2, 43 etc): prova evidente de que eram intérpretes
infalíveis da doutrina de Cristo, de outro modo Deus não
a confirmaria com o seu poder;
- c)
Na crença da antigüidade cristã:
- Concedem
os nossos adversários que a crença na existência dum magistério
vivo e infalível existia já no século III. Basta, portanto,
aduzir testemunhos anteriores.
- Na
primeira metade do século III, Orígenes, aos hereges que
alegam as Escrituras, responde que é necessário atender
à tradição eclesiástica e crer no que fio transmitido
pela sucessão da Igreja de Deus. Tertuliano, no tratado
"Da prescrição", opõe aos hereges o "argumento
da prescrição" (condenando o que contraria o
ensinado pelos apóstolos) e afirma que a regra de fé é
a doutrina que a Igreja recebeu dos Apóstolos.
- Nos
fins do século II, S. Irineu, na carta a Florino e no
"Tratado contra as heresias", apresenta
a Tradição apostólica como a sã doutrina, como uma tradição
que "não é meramente humana". Donde se
segue que não há motivo para discutir com os hereses e
que estão condenados pelo fato de discordarem desta tradição.
- Pelo
ano de 160, Hegesipo apresenta, como critério da Fé ortodoxa,
a conformidade com a "doutrina" dos Apóstolos
"transmitida" por meio dos Bispos, e
por esse motivo redige a lista dos Bispos. Na primeira
metade do século II, Policarpo e Papias apresentam a doutrina
dos Apóstolos como a única verdadeira, como uma regra
segura de Fé. Nos princípios do mesmo século, temos o
testemunho de Santo Inácio. Afirma este santo que a Igreja
é "infalível" e que a incorporação nela
é necessária a quem se quer salvar.
- Conclusão:
tanto através da razão como da história, provamos que
o poder de ensinar, conferido por Nosso Senhor Jesus Cristo
à Igreja docente, traz consigo o privilégio da "infalibilidade",
isto é, que a Igreja não pode errar quando expõe a doutrina
de Jesus Cristo.
- Agora
devemos analisar sobre quem recai a "infalibilidade"
- Pelo
exposto, fica claro que a "infalibilidade"
é privilégio daqueles a quem compete "ensinar",
isto é, os Apóstolos e, de modo especial, a S. Pedro e
seus sucessores.
- A
infalibilidade do colégio apostólico provém, portanto:
a) da missão conferida a "todos os apóstolos"
de "ensinar todas as nações" (Mat 28,
20); b) da "promessa de estar com eles"
"até à consumação dos séculos" (Mat 28,
20) e de lhes "enviar o consolador, o Espírito
Santo que lhes há de ensinar toda a verdade"
(Jo, 14, 26). Estas passagens mostram com evidência que
o privilégio da "infalibilidade" foi
concedido ao "corpo docente" tomado coletivamente.
- A
sucessão desse poder deve ser entendida no sentido de
que o colégio apostólicos, atualmente composto pelos bispos,
é 'infalível' não individualmente em cada bispo, mas no
conjunto deles.
- No
caso de S. Pedro e seus sucessores, a infalibilidade é
pessoal. Provaremos isso com argumentos tirados dos textos
evangélicos e da história.
- O
argumento escriturístico deriva dos mesmo textos que demonstram
o primado de S. Pedro: "Tu és Pedro...",
pois é incontestável que a estabilidade do edifício lhe
vem dos alicerces. Se. S. Pedro, que deve sustentar o
edifício cristão, pudesse ensinar o erro, a Igreja estaria
construída sobre um fundamento inseguro e já se não poderia
dizer "as portas do inferno não prevalecerão contra
ela".
- Depois,
com o "Confirma fratres" ("confirma
os irmãos"), Nosso Senhor assegurou a Pedro que
pedira de modo especial por ele, "para que sua
fé não desfaleça" (Luc 22, 32). É evidente que
esta prece feita em circunstâncias tão solenes e tão graves
(o momento da paixão de Nosso Senhor) não pode ser frustrada.
- Finalmente,
com o "Pasce Oves" (apascenta as minhas
ovelhas), foi confiada a Pedro a guarda, o governo, de
todo o rebanho. Ora, não se pode supor que Jesus Cristo
tenha entregue o cuidado do seu rebanho, colocando S.
Pedro como Pastor, a um pastor que pudesse desencaminhar
as ovelhas eternamente, ensinando o erro.
- O
Argumento histórico da infalibilidade de S. Pedro:
- A
crença da Igreja não se manifestou da mesma forma em todos
os séculos. Houve, na verdade, certo desenvolvimento na
exposição do dogma e até no uso da infalibilidade pontifícia;
mas nem por isso o dogma deixa de remontar aos primeiros
tempos, e de fato já o encontramos em germe na Tradição
mais afastada, como se demonstra pelo sentir dos Padres
da Igreja e dos concílios, e pelos fatos:
- No
século II, S. Irineu afirmava que todas as Igrejas se
devem conformar com a de Roma, pois só ela possui a verdade
integral.
- S.
Cipriano dizia que os Romanos estão "garantidos
na sua fé pela pregação do Apóstolo e são inacessíveis
à perfídia do erro" (o apóstolo dos romanos é
S. Pedro).
- S.
Jerônimo, para pôr termo às controvérsias que afligiam
o Oriente, escreveu ao Papa S. Dâmaso nos seguintes termos:
"Julguei que devia consultar a este respeito a
cadeira de Pedro e a fé apostólica, pois só em vós está
ao abrigo da corrupção o legado dos nossos pais".
- S.
Agostinho diz a propósito do pelagianismo: "Os
decretos de dois concílios relativos ao assunto foram
submetidos à Sé apostólica; já chegou a resposta, a causa
está julgada", "Roma locuta est, causa
finita est".
- O
testemunho de S. Pedro Crisólogo não é menos explícito:
"Exortamo-vos, veneráveis irmãos, a receber com
docilidade os escritos do santo Papa da cidade de Roma,
porque S. Pedro, sempre presente na sua sede, oferece
a fé verdadeira aos que a procuram".
- O
que fica dito anteriormente acerca do primado do Bispo
de Roma, aplica-se com a mesma propriedade ao reconhecimento
de sua infalibilidade.
- No
século II, o papa Victor excomungou Teódoto que negava
a divindade de Cristo, com uma sentença tida por todos
como definitiva. Zeferino condenou os Montanistas, Calisto
os Sabelianos, e, a partir destas condenações, foram considerados
como hereges. Em 417, o papa Inocêncio I proscreveu o
pelagianismo, e a Igreja reconheceu o decreto como definitivo.
Em 430, o papa Celestino condenou a doutrina de Nestório,
e os Padres do Concílio de Éfeso seguiram a sua opinião.
- O
concílio de Calcedónia (451) recebeu solenemente a célebre
carta dogmática do Papa Leão I a Flaviano, que condenou
a heresia de Eutiques, proclamando unanimemente: "Pedro
falou pela boca de Leão". Do mesmo modo os Padres
do III Concílio de Constantinopla (680) aclamaram o decreto
do Papa Agatão que condenava o monotelitismo, dizendo:
"Pedro falou pela boca de Agatão".
- Como
se vê, desde os primeiros séculos a Igreja romana é reconhecida
como o "centro da fé" e como a "norma
segura da ortodoxia". Quanto mais avançamos,
tanto mais explícitos são os termos que nos manifestam
a universalidade desta crença, proclamada como dogma no
I Concílio Vaticano.
- Finalmente,
podemos afirmar que nunca um Papa, na história da Igreja,
proclamou, segundo a fórmula da infalibilidade, um erro
doutrinário.
-
- Unidade
da mesma Igreja
- Apenas
com um chefe visível, infalível, se pode cumprir a unidade
do "corpo místico de cristo".
- Em
relação à doutrina:
- 1)
"Quem não está comigo é contra mim"(Mt
12,30)
- 2)
"Um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só
Deus e Pai de todos" (Ef 4, 3-6)
- 3)
"Não rogo apenas por eles, mas também por aqueles
que por sua palavra hão de crer em mim. Para que todos
sejam um, assim como Tu, Pai, estás em mim e eu em ti,
para que também eles estejam em nós e o mundo creia que
tu me enviaste"(Jo 17,20-21).
- 4)
"Recomendo-vos, irmãos, que tomeis cuidado com
os que produzem divisões contra a doutrina que aprendestes.
Afastai-vos deles" (Rm 16, 17).
- 5)
"Se alguém vos anunciar um evangelho diferente,
seja execrado, isto é, seja excomungado"(G. 1,7-9).
- Em
relação ao culto:
- 1)
"Porque há um só pão, um só corpo somos nós, embora
muitos, visto participarmos todos do único pão"
(1Cor 10,17)
- 2)
"A multidão dos fiéis tinha um só coração e uma
só alma"(At 4, 32)
- 3)
"Esforçai-vos em conservar a unidade do Espírito
no vínculo da paz" (Ef. 4,3).
- Em
relação à unidade de Governo:
- 1)
"Irmãos, conjuro-vos que sejais sempre perfeitamente
unidos num só sentimento e num mesmo pensar"
(1 Cor 1,10)
- 2)
"Tenho ainda outras ovelhas que não são deste
redil. Estas tenho de reunir, e elas ouvirão a minha voz.
E então haverá um só rebanho e um só pastor"
(Jo. 10,16; Mt 16, 15-16).
- O
próprio fato de S. Paulo ter procurado a unidade na questão
da circuncisão deixa patente a existência de uma Igreja
una. No concílio que decidiu essa questão, em Jerusalém,
foi S. Pedro quem falou primeiro e quem deu a última palavra
sobre a questão: "Então toda a assembléia silenciou"(At
15, 7-12), obedecendo ao Chefe do Colégio Apostólico.
- Nas
Sagradas Escrituras, é só folhear os Atos dos Apóstolos
e verificar o crescimento da Igreja (a mesma e una) desde
o início até os dias de hoje.
- A
Igreja cresceu rápida, veloz, ao ponto que S. Paulo pôde
compará-la com "um edifício vastíssimo, tendo
os apóstolos por alicerce e Cristo como pedra angular."
(Ef. 2, 20)
- Tertuliano
se atrevia a escrever no seu Apologético, dirigido ao
imperador romano: "Somos de ontem, e já enchemos
as cidades, as ilhas, os castelos, os acampamentos, as
aldeias e os campos; só deixamos vazios os vossos templos.
Se nos retirássem, o império ficaria deserto".
- A
Igreja de Cristo vai crescendo e se espalhando, "multitudo
ingens", diz Tácito, falando do tempo de Nero
(Anais 15, 44), formando uma "imensa multidão",
até que, afinal, dominando e vencendo a tirania dos imperadores
pagãos, logre o reconhecimento oficial, com o reinado
de Constantino Magno, primeiro imperador cristão.
- Foi
nesse tempo, em 325, que se reuniu o primeiro concílio
dos bispos católicos, em Nicéia, ao qual compareceram
318 bispos, sob a presidência de Ósio, bispo de Córdova,
assistido de dois legados do Papa (de Roma), S. Sivestre.
- Portanto,
a história e a bíblia são claros ao narrar a expansão
da mesma Igreja, fundada por Nosso Senhor sobre S. Pedro,
em unidade.
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